Primavera dos Museus fomenta debates sobre acessibilidade, memória e pertencimento
Com o tema “Museus para todas as pessoas”, a iniciativa promove mostra de cinema, palestras, oficinas, entre outras atividades gratuitas a partir do dia 21 até 29 de setembro
Em 2026 a Primavera dos Museus chega à sua 20ª edição. Promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a iniciativa movimenta a cena cultural de todo país e neste ano aborda o tema “Museus para todas as pessoas”. No Pará, a ação ocorre via Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM) da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e vai do dia 21 a 29 de setembro, de forma integralmente gratuita.
Na segunda-feira (21), a programação começa no Museu da Imagem e do Som (MIS) com a mostra “A Cinemateca é Brasileira: Da Comédia ao Drama”, em exibição na sala Eneida de Moraes. A programação propõe um panorama do cinema de gênero no país, explorando suas múltiplas expressões estéticas, históricas e culturais. Na sua terceira edição, a mostra vai até o dia 29 e apresenta 23 filmes que representam diferentes movimentos e períodos do cinema nacional, como o Cinema Novo, o Cinema Marginal e a Retomada.
A partir de terça-feira (22) até sexta-feira (25), das 10h às 14h, o Museu de Gemas promove a apresentação e exposição do livro “Gemas e Memória Amazônica”. A atividade conduzida pelo mediador Max Rodrigues tem o objetivo de proporcionar o contato entre o público e o acervo do Museu de Gemas sob a perspectiva dos estudantes da Escola Estadual Paes de Carvalho.
Já na quarta-feira (23) a palestra “Preservação e Gestão de Acervo Audiovisual” será apresentada no MIS, às 9h por Mauro Domingues, chefe da Divisão de Suporte e Gestão de Acervos da Diretoria de Preservação e Difusão Audiovisual da SAV/MINC. Simultaneamente, o Museu do Estado do Pará (MEP) promove um debate científico sobre o patrimônio arqueológico no contexto urbano paraense. A programação é intitulada “Camadas Ancestrais de Belém” e será guiada pelo arqueólogo Paulo do Canto.
Na quinta-feira (24), as atividades no MEP começam às 9h com a ação “O processo restaurativo de pintura histórica: a restauração do retrato de Lauro Sodré”. A apresentação será feita pela coordenadora do setor de conservação e restauro do SIMM, Susana Teles.
Mais tarde, às 14h30, as mediadoras Carolina Pinheiro e Luciana Akim vão coordenar experiências de educação patrimonial, a partir da observação e análise de pinturas que apresentam figuras femininas. A experiência “Mulheres nos quadros, olhares e representações” irá ocorrer na exposição “Retratos” e nos salões históricos do MEP.
No mesmo horário, no Salão Transversal, outro espaço do MEP, o mediador Antônio Marcelo Vieira estará ministrando a palestra sobre a Rede de Educadores Museais (REM) e o seu papel no aperfeiçoamento das ações educativas nos museus.
Ainda na quinta-feira (24), a Profa. Dra. Dayseane Ferraz estará no Museu de Arte Sacra (MAS), às 10h, mediando a ação “O Barroco como Tradução: Simbolismo Sacro na Amazônia”. A ação consiste em uma visita guiada à exposição Simbolismo Sacro, abordando as características da escultura barroca na Amazônia e o papel das oficinas jesuíticas na produção artística regional.
Às 18h30, o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas (Cojan) recebe os artistas plásticos Emanuel Franco, Geraldo Teixeira, Jorge Eiró e Tadeu Lobato para roda de conversa “Farmando Aura com artistas paraenses da geração 80”.
Nos dias 25 e 26, das 9h30 às 12h, o Memorial Amazônico da Navegação recebe os mediadores Alessandra Rosa, Isidório Viana e Júlia Santana para a atividade “Pinturas em Barquinhos de Miriti”. A experiência artística se inspira na cultura ribeirinha, suas práticas e saberes.
Também no dia 26, os Drs. Aldrin Figueiredo, Rafael Chabouleyron e Dayseana Ferraz estarão na Sala da Conquista, no MEP, a partir das 10h para uma aula aberta. O tema abordado será a Amazônia Colonial a partir da tela ‘A Conquista do Amazonas’, de Antônio Parreiras.
Museu do Marajó - No Museu do Marajó a programação começa no dia 22 com a oficina “O que Eu Vejo, Escuto e Posso Tocar?”, às 9h. A atividade é voltada ao público infantil e apresenta o museu como espaço de vivência, descoberta e conhecimento.
No dia seguinte, 23, às 15h terá início uma sessão de cinema, seguida por um debate sobre acessibilidade e inclusão.
Depois, no dia 24 a atividade será voltada aos servidores e apoiadores do museu. A formação “Mediação e Acolhimento no Museu” começa às 9h. O intuito é ampliar e aperfeiçoar as estratégias de mediação.
A roda de conversa “Mulheres, Memórias e Histórias no Museu do Marajó” ocorrerá às 9h, no dia 25. A iniciativa visa estimular a reflexão sobre a presença e a representação das mulheres na história e na cultura com grupos escolares.
Por fim, no dia 26, o museu receberá um grupo de pessoas com deficiências para uma visita mediada, às 9h.
A Primavera dos Museus contribui significativamente para o fortalecimento da relação entre os museus e a sociedade, destacando a relevância das instituições museais na promoção da cultura e do conhecimento.
Texto: Juliana Amaral/ Ascom Secult

