Uepa realiza seminário de Acessibilidade e Inclusão aberto ao público
O evento tem inscrições gratuitas e será realizado na próxima segunda-feira (21)
Com o tema “Do acesso à participação: construindo uma Uepa acessível e inclusiva”, a Universidade do Estado do Pará realiza o Seminário de Acessibilidade e Inclusão, nesta segunda-feira, 21, de 13h às 18h, no auditório da Unidade de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Ueafto), situado no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. Voltado à comunidade interna e aberta ao público externo, o evento recebe inscrições gratuitas, pelo link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdjPFIhGiWTC2WMB5Ox5lnVK-eTNcktf7hIXvCK9QlF7b6fzQ/viewform.
De acordo com a professora Débora Campos Folha, titular da Diretoria de Inclusão e Permanência Estudantil (DINPES) da Uepa, assim como outras instituições públicas, a Universidade enfrenta os desafios da acessibilidade que, na avaliação dela “se referem, primeiramente, à magnitude desses espaços. São muitos espaços, e de grande amplitude, muitas vezes descentralizados, como os campi da Uepa, que se espalham pela capital e pelo interior do Pará. Isso, por si só, já intensifica as demandas em relação à acessibilidade, visto que requer equipes e investimentos em cada um destes campi e municípios”.
Quando se trata de acessibilidade um dos desafios também é imposto pelas próprias edificações antigas, que algumas vezes são tombadas como patrimônio histórico, e devem ser submetidas a critérios e custos específicos para que sejam realizadas reformas e adequações “na perspectiva da acessibilidade arquitetônica”, como afirma a diretora da DINPES.
As diferenças entre acessibilidade e inclusão vão ser discutidas na programação. A professora Débora Folha destaca o que considera “três facetas da acessibilidade que são estruturantes” para que a universidade se torne acessível, como um primeiro movimento da inclusão: a acessibilidade arquitetônica, que envolve a remoção de barreiras físicas; a acessibilidade programática, que envolve o acesso pleno ao currículo; e a acessibilidade atitudinal, que está na esfera das relações humanas. Em relação à Uepa, a diretora afirma que existem frentes de ação que já vêm sendo realizadas.
Além das questões de acessibilidade e da inclusão, o evento também abordará os aspectos relacionados à permanência dos estudantes que conseguem ingressar no universo acadêmico, considerando-se os de vários fatores sociais de vulnerabilidade e de marginalização que historicamente acometem as pessoas, como raça, gênero, classe social, deficiência e sexualidade.
Texto: Guaciara Freitas/Uepa

