Seju promove ação educativa sobre inclusão de pessoas com deficiência
Atividade reuniu na Escola Vilhena Alves estudantes, professores e pessoas diagnosticadas com TEA em debate sobre inclusão e combate ao bullying
A Secretaria de Estado de Justiça (Seju) promoveu, nesta quinta (17), uma ação educativa alusiva ao "Setembro Verde", mês dedicado à conscientização sobre a inclusão de pessoas com deficiência. A atividade foi realizada na Escola Estadual Vilhena Alves, em Belém, e reuniu estudantes, professores e pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) para discutir a importância da inclusão no ambiente escolar.
Durante a ação, foram abordados temas como comportamentos relacionados ao Espectro Autista e a outros transtornos, a importância do diagnóstico, a prevenção ao bullying e a criação de projetos e atividades que promovam a inclusão nas escolas.
Diagnosticada com TEA aos 22 anos, a arquiteta Isabella Ferreira, 26 anos, compartilhou com os estudantes parte da experiência após o diagnóstico. “Quando a gente fica mais vulnerável ou instável pode acabar fazendo estereotipias (comportamentos repetitivos) como uma forma de se regular, muitas vezes sem perceber. Eu só fui entender isso melhor aos 22 anos. Antes, não percebia que fazia essas coisas, e muito menos que os outros estudantes não faziam. Eu pensava: ‘Por que eles não estão se incomodando?’. Então, meu processo tem sido não só me descobrir, mas também me aceitar e contar com uma rede de apoio”, relatou Isabella.
Pedagoga da Seju e diagnosticada com TEA, Ellen Brasil ressaltou a importância do diálogo para combater a discriminação. “É sempre triste ouvir histórias de crianças e adolescentes que são discriminados por causa de um transtorno. Por isso, é importante estarmos aqui para conversar sobre essas situações, e para que vocês também sejam multiplicadores da importância da inclusão social”, ressaltou.
Falando do cotidiano - A estudante Yasmin Brito, do 1º ano, elogiou o encontro. “Foi um debate necessário, porque é um tema que nem sempre recebe a atenção que merece. É preciso ter mais debate. E foi muito legal que as próprias pessoas neurodivergentes tenham dado o seu ponto de vista. Uma coisa é falar de maneira geral sobre inclusão, mas é importante que elas próprias falem sobre o seu dia a dia”, enfatizou Yasmin.
A programação terminou com a confecção do Mural Sensorial pelos estudantes, utilizando vários materiais e texturas. A obra será apresentada no evento de encerramento da campanha "Setembro Verde", promovida pela Seju.
Texto: Ascom/Seju

