Segup deflagra operação de combate a roubos, furtos e receptação de celulares
Ação integrada fiscalizou 20 estabelecimentos em Belém e Ananindeua, suspeitos de receber, desbloquear e comercializar aparelhos de origem ilícita
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) coordenou nesta quinta-feira (17) a Operação Última Chamada, ação integrada voltada ao combate aos crimes de roubo, furto e receptação de aparelhos celulares. Em conjunto com a Receita Federal, a operação mobilizou forças estaduais de segurança e realizou fiscalizações simultâneas em 20 estabelecimentos previamente selecionados, a partir de informações de inteligência, nos municípios de Belém e Ananindeua.
Em Belém, a ação ocorreu no bairro do Bengui. Em Ananindeua, as equipes atuaram nos bairros do Paar e Cidade Nova. Os locais foram definidos a partir de informações levantadas previamente, com os alvos apresentados às equipes apenas durante o briefing operacional, estratégia que preservou o sigilo e o fator surpresa da ação.
A operação foi supervisionada pela Secretaria Adjunta de Gestão Operacional da Segup e contou com atuação integrada da Polícia Militar do Pará (PMPA), Polícia Civil do Pará (PCPA) e Polícia Científica do Pará (PCIPA), além da Receita Federal do Brasil (RFB). A secretaria também atuou na articulação entre as instituições e no acompanhamento das ações, enquanto a Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (SIAC) produziu conhecimentos para subsidiar o planejamento operacional.
Segundo o coronel da Polícia Militar Tarcísio Costa, secretário adjunto de Gestão Operacional da Segup, a operação visou alcançar diferentes pontos da cadeia relacionada aos celulares roubados e furtados na Grande Belém.
“A Operação Última Chamada contempla a união de todas as forças de segurança pública no combate ao crime de furtos e roubos de celulares. As forças de segurança atuam utilizando a inteligência policial, indo aos locais onde esses aparelhos são receptados, desbloqueados e vendidos posteriormente. Isso requer esforço e inteligência também da parte operacional da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Científica, que estão trabalhando de forma integrada nessa ação, coibindo esse crime que tanto incomoda a população do Estado”, destacou o coronel Tarcísio Costa.
Investigação e perícia - A Polícia Civil do Pará realizou trabalho prévio de investigação para identificar pontos suspeitos de receber aparelhos provenientes de roubos e furtos. Durante a Operação Última Chamada, equipes da Diretoria de Polícia Especializada (DPE) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) participaram das ações integradas.
De acordo com o diretor de Polícia Especializada, delegado Evandro Araújo, o levantamento realizado antes da operação permitiu direcionar a fiscalização aos estabelecimentos selecionados.
“Foi feito um trabalho prévio de investigação para identificar quais eram os pontos onde o celular era roubado e levado para a assistência técnica. Nosso trabalho foi prévio e hoje vai ser feita a operação para fiscalizar, conseguir localizar celulares roubados e fechar a assistência técnica que colabora com esse tipo de crime”, detalhou o delegado Araújo.
Após a localização de aparelhos com suspeita de origem ilícita, a Polícia Científica do Pará (PCIPA) atua na análise técnica dos equipamentos. O trabalho pericial contribui para a comprovação da procedência do celular e para a formalização dos elementos que serão utilizados nos procedimentos policiais.
“Após a entrada da Polícia Civil e identificação de um celular de origem duvidosa, o objetivo da Polícia Científica é realizar os procedimentos periciais, que vão analisar as características técnicas dos aparelhos e gerar um laudo, que irá atestar que é um celular furtado”, explicou o perito criminal da PCIPA, Mauro Oliveira.
Atuação integrada - A Polícia Militar atuou no reforço da segurança durante as fiscalizações, com policiamento ostensivo e apoio às equipes da Polícia Civil e dos demais órgãos participantes.
O primeiro-tenente Abílio Júnior, do Batalhão Águia do CPC II, explicou que a atuação da PM teve como foco a prevenção e a repressão de possíveis delitos durante o cumprimento das ações integradas.
“A gente está fazendo um reforço da segurança frente aos órgãos. No primeiro momento, estamos para prevenir e reprimir ações delituosas de furto e roubo de celulares e estamos no apoio dos demais órgãos, a Polícia Civil e Receita Federal. A gente trabalha com a segurança periférica. Os órgãos principais são a Polícia Civil e a Receita Federal e a gente atua para a prevenção. Qualquer animosidade, aumento de crimes, a gente vai atuar”, explicou.
Durante as fiscalizações, foram verificadas a origem, procedência e regularidade dos aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e demais mercadorias encontradas nos estabelecimentos. Quando constatada alguma irregularidade ou ilícito, os materiais e envolvidos são encaminhados para os procedimentos legais cabíveis.
Receita Federal verifica regularidade de produtos
A Receita Federal participou da operação para verificar a regularidade fiscal e aduaneira dos produtos encontrados nos estabelecimentos. O trabalho inclui a análise de mercadorias e documentos e a adoção das medidas administrativas cabíveis quando identificada a entrada irregular de produtos estrangeiros no país.
O auditor fiscal da Receita Federal José Ricardo Valente explicou que a atuação do órgão ocorre de forma complementar ao trabalho das forças policiais.
“O objetivo primordial da operação é ir atrás de celulares furtados e roubados. A Receita Federal vai ficar responsável pela importação irregular de produtos. O papel da Receita é arrecadar os produtos importados irregularmente que a gente vai encontrar durante a operação”.
A Operação Última Chamada está em sua segunda fase e é coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Programa Celular Seguro, com participação de diversos estados. No Pará, a operação é coordenada pela Segup e tem como finalidade fortalecer a atuação integrada para prevenir e reprimir crimes relacionados a celulares, além de contribuir para a desarticulação da cadeia de comércio ilegal desses equipamentos.
Texto: Bianca Botelho / Segup

