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INFRAESTRUTURA VIÁRIA

Rodovia Transmaú completa um ano transformando a mobilidade no Nordeste paraense 

A obra consolidou uma importante ligação viária entre Curuçá e Vila Maú, em Marapanim, e ampliou a integração com os municípios de Maracanã, Igarapé-Açu e Magalhães Barata

Por Paulo Garcia (SEINFRA)
16/09/2026 16h38

Há um ano, moradores de comunidades do Nordeste paraense passaram a contar com uma nova realidade no deslocamento entre municípios, acesso a serviços e transporte da produção. A entrega da pavimentação da Rodovia PA-220, conhecida como Transmaú, consolidou uma importante ligação viária entre Curuçá e Vila Maú, no município de Marapanim, e ampliou a integração com os municípios de Maracanã, Igarapé-Açu e Magalhães Barata.

Com mais de 54 quilômetros de extensão, as obras na PA-220 incluíram pavimentação, drenagem, terraplenagem, construção de base e sub-base, calçadas em áreas urbanas, meio-fio e sinalização horizontal e vertical, além da construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Marapanim, na comunidade de Cristolândia.

A rodovia permite o deslocamento seguro por vários municípios do Nordeste

A transformação alcança diretamente comunidades que durante anos conviveram com as dificuldades de uma estrada sem pavimentação. Em Maracanã, a rodovia beneficia as vilas de Progresso, Cristolândia, Santa Maria do Caripi e Pontinha, e facilita o acesso à região das Mangabas. A nova infraestrutura também amplia as possibilidades de circulação entre comunidades rurais e centros urbanos, com reflexos no transporte escolar, no atendimento de saúde, na segurança e nas atividades comerciais.

Importância econômica - A Transmaú tem ainda papel estratégico para a economia local. A região possui forte presença da agricultura familiar e atividades ligadas à produção rural, além de destinos turísticos, como as praias oceânicas de Marudá e Crispim, e as áreas de acesso à Ilha de Algodoal.

A melhoria da infraestrutura viária reduz dificuldades de deslocamento e cria melhores condições para o transporte de produtos, circulação de moradores e visitantes, e o fortalecimento de atividades que movimentam a economia regional. 

Mudança de rotina - Para quem vive às margens da rodovia, a transformação pode ser percebida na rotina. Aos 67 anos, Joanita Monteiro recorda as dificuldades enfrentadas antes da pavimentação. “A estrada era de chão. Nossa saída para outras cidades se tornava muito difícil. A gente tinha que sair a pé pra pegar o ônibus, atravessava de canoa. Foi uma alegria imensa quando o asfalto chegou. Era o sonho de muita gente, e agora ficou tudo mais fácil. O sentimento é de gratidão”, conta Joanita.

O professor Edinaldo de Jesus também destaca a mudança na mobilidade de quem utiliza a Transmaú semanalmente. “Essa estrada é minha rota de toda semana, e depois que fizeram a estrada melhorou 100%. Em tempos de chuva era, no mínimo, uma hora para atravessar, e sem falar no lamaçal. Agora, em 10 ou 15 minutos, eu consigo. Trafegar em uma estrada sinalizada e segura é um passo muito grande pra nossa região”, afirma Edinaldo.

A percepção dos moradores traduz uma mudança que vai além da própria rodovia. Com melhores condições de tráfego, trajetos que antes eram marcados por lama, poeira e dificuldades durante o período chuvoso passam a ser realizados com mais segurança e previsibilidade. Para comunidades rurais, isso significa também maior facilidade para chegar a escolas, unidades de saúde, comércios e outros serviços.

Integrar e desenvolver - Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Adler Silveira, essa nova realidade da Transmaú é mais um passo na estratégia de ampliar a integração regional por meio da infraestrutura viária.

“A Transmaú é uma obra que representou muito mais do que a pavimentação de uma rodovia. É uma infraestrutura que aproxima comunidades, melhora a mobilidade, facilita o acesso a serviços e cria melhores condições para o escoamento da produção e o desenvolvimento das atividades econômicas da região. Quando entregamos uma estrada com mais segurança e qualidade, estamos contribuindo diretamente para melhorar a qualidade de vida da população e fortalecer as vocações de cada município. E esse trabalho de integração continua com outras obras importantes que estamos realizando na Região de Integração Guamá”, destaca Adler Silveira.

Fortalecimento regional - A transformação da infraestrutura viária na Região Guamá ocorre por meio de um conjunto de obras. Entre os investimentos estão a pavimentação da PA-318, com mais de 37 quilômetros, entre a PA-136 e a Praia de Marudá, ampliando a mobilidade e o acesso a importantes destinos turísticos da região; a PA-424, com a pavimentação de 26 quilômetros, entre a BR-316, na Colônia do Prata, e Igarapé-Açu; a PA-430, com a entrega de mais de 32 quilômetros, no trecho até a Vila Mocooca, em Maracanã, e a Vicinal Borralhos, com a entrega de 22 quilômetros, em Santo Antônio do Tauá.

As intervenções integram uma região formada por 18 municípios, e que reúne diferentes vocações econômicas, com destaque para agricultura, pecuária, serviços e turismo. Dados da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) apontam que a Região de Integração Guamá possui potencial turístico e atividades ligadas à agricultura e à pecuária, reforçando a importância de uma malha viária capaz de conectar comunidades, áreas produtivas e destinos turísticos.

Um ano depois da conclusão da Transmaú, o asfalto permanece como parte de uma transformação maior: uma rede de infraestrutura que aproxima municípios, melhora a mobilidade, facilita o escoamento da produção e amplia as condições para que as vocações econômicas e turísticas da Região de Integração Guamá gerem oportunidades a quem vive na região.