Hospital Materno Infantil de Marabá fortalece segurança do paciente com formação para Enfermagem
Encontros abordam gestão de riscos e processos de cuidado para apoiar decisões de enfermeiros e técnicos na rotina hospitalar
Por trás de cada paciente bem cuidado, há profissionais que também precisam de atenção e preparo. Em setembro, mês de mobilização pela segurança do paciente, o Hospital Regional Materno Infantil de Marabá Dr. Nagib Mutran (HRMIM) fortalece esse compromisso com o Programa de Formação Hospitalar para Enfermagem.
Organizado pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP), o programa reúne enfermeiros e técnicos de enfermagem para discutir situações da rotina assistencial e compartilhar experiências profissionais. A formação oferece às equipes subsídios para reconhecer riscos, avaliar condutas e tomar decisões mais seguras no atendimento.
Desde julho, os encontros são conduzidos pelo enfermeiro, Alan Ferreira, consultor com experiência no desenvolvimento de equipes assistenciais. Entre os temas, estão a gestão de riscos, organização dos processos de cuidado e a qualidade em saúde.
“Não basta saber como realizar um procedimento é preciso compreender sua indicação, os riscos envolvidos e as necessidades de quem recebe a assistência. O cuidado centrado no paciente exige escuta, respeito às suas preferências e espaço para que participe das decisões. A formação ajuda a unir esse olhar ao conhecimento científico, para que a conduta seja tecnicamente segura e adequada a cada pessoa”, destacou Alan.
Da aprendizagem às decisões de cada dia
É nas decisões de cada plantão que esse aprendizado precisa se mostrar útil. O desafio é incorporar o que foi discutido à maneira de observar, agir e se comunicar durante o atendimento. Além de organizar o programa, o NEP desenvolve outras ações educativas e treinamentos para as equipes assistenciais, administrativas e de apoio.
Alessandra Borges, analista de treinamento e desenvolvimento do núcleo, destacou que essa diversidade de públicos exige um planejamento atento às particularidades de cada função. “O planejamento começa pela identificação do que cada setor precisa trabalhar. A partir dessa leitura, organizamos os conteúdos e os formatos das capacitações. Uma agenda de treinamento precisa responder às necessidades de quem participa”, afirmou.
Para a gerente assistencial, Silvia Estela Lüthemeier, o aprendizado deve aparecer na maneira como a equipe conduz o atendimento. “Em uma instituição materno-infantil, segurança significa reconhecer que uma mudança aparentemente pequena pode representar um sinal importante na evolução de uma gestante, de uma puérpera, de um recém-nascido ou de uma criança. Por isso, precisamos de profissionais preparados para observar, identificar riscos precocemente, comunicar com clareza e agir no momento certo”, explicou.
A profissional ainda destacou que nenhuma dessas decisões acontece de forma isolada. “O cuidado seguro depende da integração entre os profissionais, de uma passagem de plantão qualificada e de processos assistenciais bem definidos. Investir na formação da equipe é, portanto, investir diretamente na prevenção de danos e na qualidade da assistência que entregamos às mães, aos bebês, às crianças e às suas famílias”, ressaltou.
Celebrado em 17 de setembro, o Dia Mundial da Segurança do Paciente foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para mobilizar profissionais, gestores e a sociedade em torno da redução de danos evitáveis na assistência. No Hospital Regional Materno Infantil de Marabá os encontros realizados desde julho reforçam que a preparação das equipes é um compromisso que atravessa o calendário.
Texto: Ascom/HRMIM.

