UTE Portocém avança para fase decisiva de testes e reforça geração de energia a gás natural no Pará
Termelétrica instalada em Barcarena, abastecida pela Companhia de Gás do Pará, se prepara para iniciar operação comercial ainda no segundo semestre de 2026
A Usina Termelétrica (UTE) Portocém, em Barcarena, avançou para uma etapa decisiva rumo ao início da operação comercial. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou mais uma fase de testes da unidade geradora 4 (UG4), com capacidade superior a 390 megawatts (MW). Abastecida pela Companhia de Gás do Pará (GdP), a usina terá capacidade instalada de cerca de 1.600 MW, consolidando-se entre as três maiores termelétricas movidas a gás natural do Brasil.
Com quatro unidades geradoras, a UTE Portocém será operada de acordo com a demanda do Sistema Interligado Nacional (SIN), permitindo o acionamento independente de cada unidade e garantindo maior flexibilidade operacional e confiabilidade no fornecimento de energia.
O diretor-presidente da Companhia de Gás do Pará, Cláudio Moraes, destacou a importância dos empreendimentos para o fortalecimento da matriz energética nacional e para o papel estratégico do Estado.
“Os projetos da UTE Portocém e da UTE Novo Tempo, em Barcarena, reforçam a importância do gás natural na transição energética do nosso país e o papel do Pará como fornecedor de energia para o Sistema Interligado Nacional”, afirmou.
Segundo o dirigente, as duas termelétricas instaladas em Barcarena serão abastecidas por meio do Sistema de Distribuição de Gás Natural (SDGN), operado pela Companhia de Gás do Pará e localizado nas proximidades dos empreendimentos.
Capacidade de geração
A autorização para os testes da UG4 representa mais uma etapa do processo de avaliação da usina, que tem previsão de iniciar a operação comercial ainda no segundo semestre de 2026.
Com capacidade estimada em 1.600 MW, a UTE Portocém representa um importante avanço para o setor energético e para o desenvolvimento socioeconômico da Região Norte. Somada à capacidade da UTE Novo Tempo, também localizada em Barcarena e com geração prevista de 600 MW, o município poderá produzir até 2,2 gigawatts (GW) de energia utilizando exclusivamente gás natural.
Para Cláudio Moraes, o avanço consolida uma nova fase para o setor energético paraense.
“O Pará sempre foi reconhecido, no setor energético, pelas hidrelétricas de Tucuruí e Belo Monte. Agora, estamos prestes a também sermos reconhecidos pelas termelétricas movidas a gás natural. É um motivo de orgulho para a Companhia de Gás do Pará e para todos os paraenses, pois avançamos para uma nova etapa na contribuição à segurança energética do país”, concluiu.

