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Aniversário celebrado no Hospital da Mulher reforça humanização nos cuidados paliativos

Com acolhimento da equipe multiprofissional, paciente comemora a data especial ao lado da família

Por Roberta Paraense (SECOM)
01/08/2026 08h08

Um ambiente hospitalar ganhou novos significados por alguns instantes, na última quinta-feira (30). O cenário foi reservado e decorado com balões, flores, o bolo e o tradicional “Parabéns pra você”, contou com profissionais de saúde e alguns familiares da paciente, Raimunda da Luz, do município de Salvaterra, na ilha do Marajó. 

Raimunda festejou o aniversário em um momento que ultrapassou a celebração de uma data e se transformou na concretização prática do cuidado humanizado no Hospital da Mulher do Pará (HMPA). A iniciativa foi organizada pela Comissão de Humanização, em parceria com a equipe multiprofissional, respeitando o desejo da paciente, em cuidados paliativos.

A celebração integra as ações desenvolvidas pelo hospital para fortalecer o acolhimento e promover qualidade de vida às pessoas assistidas. O trabalho busca controlar sintomas, oferecer suporte emocional e garantir que as decisões sobre o tratamento considerem os valores e as preferências de cada paciente.

Tudo começou em uma visita de rotina do médico Iago Sampaio à paciente que contou a ele sobre a proximidade da data de aniversário. “Sempre gosto de conversar com as pacientes assuntos leves para descontrair e numa das visitas de rotina, ela me perguntou se eu estaria no hospital no dia do seu aniversário, eu respondi que não seria o dia do meu plantão, mas que mesmo assim viria e traria o bolo, ela ficou animada e agora o dia chegou. Esse momento é muito especial, porque nós estamos compartilhando essa data com ela”, relatou o médico.

A comemoração intimista e afetiva representou a valorização da história de vida da paciente. Em meio ao tratamento, ela pôde compartilhar um momento de convivência com quem ama e isso também faz parte do processo de cuidado.

Os cuidados paliativos objetivam proporcionar conforto, suporte psicológico e preservar a autonomia da pessoa diante de doenças graves. A abordagem envolve diferentes profissionais da saúde e contempla aspectos físicos, emocionais, sociais, oferecendo suporte também às famílias.

Para a diretora-geral do HMPA, Nelma Machado, iniciativas como essa traduzem o compromisso institucional de cuidar das pessoas em sua integralidade. “A assistência em saúde vai além dos procedimentos e da estrutura. Ela também se manifesta na capacidade de reconhecer a história, os desejos e os afetos de cada paciente".

"Quando respeitamos esses aspectos, fortalecemos um cuidado mais digno, acolhedor e verdadeiramente centrado nas pacientes. Celebrar um aniversário dentro do hospital é reafirmar que cada vida merece ser reconhecida e valorizada em todos os momentos”, destacou a gestora.

A coordenadora da Comissão de Humanização, a assistente social Giane Souza disse que pequenas ações podem produzir impactos significativos na experiência da internação. “A humanização consiste em enxergar a pessoa para além do diagnóstico. Muitas vezes, atender ao desejo de celebrar uma data especial proporciona conforto emocional, fortalece os vínculos familiares e cria lembranças afetivas que permanecem com todos os envolvidos”, disse a profissional.

A equipe multiprofissional, que acompanha pacientes em cuidados paliativos, atua de forma integrada, reunindo médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, nutricionistas e outros profissionais.

Durante a comemoração, o sorriso da aniversariante e o amor dos familiares traduziram o significado da iniciativa. Em vez de marcar apenas mais um dia de internação, o aniversário tornou-se uma lembrança construída por meio da escuta, do acolhimento e da presença.

Ao promover ações que respeitam desejos e histórias, o Hospital da Mulher do Pará reafirma que a humanização e os cuidados paliativos caminham lado a lado. Ambos compartilham o princípio de oferecer assistência à saúde sem perder de vista aquilo que torna cada pessoa única, como a sua trajetória de vida.

 Texto: Ascom/HMPA