Polícia Científica faz primeira destruição de armas de Altamira
Em ação com a PF, Exército, Tribunal de Justiça, MP e Polícia Civil, projeto Cadeia de Custódia Itinerante fortalece a segurança pública e aprimora o controle das provas criminais no interior
A Polícia Científica do Pará (PCIPA) alcançou um marco histórico na Unidade Regional de Altamira, no sudoeste do Pará, com a realização, pela primeira vez, do procedimento de destinação e destruição de armas de fogo apreendidas pela Justiça.
A ação, ocorrida neste mês de julho, integra o Projeto Cadeia de Custódia Itinerante, iniciativa idealizada pela Central de Custódia, em Belém, para fortalecer e padronizar a gestão da cadeia de custódia nas regionais da da Polícia Científica.
O procedimento feito em Altamira contou com a atuação integrada da PCIPA, Polícia Federal (PF), Exército Brasileiro, por meio do Comando sediado em Santarém, Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e Polícia Civil do Pará (PCPA).
Dezenas de armas de fogo apreendidas foram encaminhadas para destruição, concluindo a última etapa da cadeia de custódia dos materiais bélicos. A iniciativa representa um avanço na gestão dos vestígios sob responsabilidade da instituição, garantindo a destinação legal dos armamentos, reduzindo riscos relacionados ao armazenamento prolongado e reforçando a segurança institucional.
"Um marco histórico para a Custódia da Polícia Científica de Altamira. Após 16 anos, realizamos, pela primeira vez, o procedimento de destruição de armamentos, um projeto idealizado pela Central de Custódia, em Belém, para implantação nas regionais. Altamira teve a honra de ser a primeira regional da Polícia Científica do Pará a executar esse procedimento, contando com o apoio da Polícia Federal, Exército Brasileiro, Tribunal de Justiça do Estado do Pará e Ministério Público do Estado do Pará. Mais um passo importante no fortalecimento da gestão da cadeia de custódia, realizado com responsabilidade, integração e compromisso", destacou a assistente administrativa da Unidade Regional de Altamira, Patrícia Feitosa.
O procedimento também estabelece um novo padrão para futuras ações na região. O processo administrativo foi desenvolvido ao longo do último ano, seguindo rigorosamente a legislação vigente e os protocolos internos da Polícia Científica, assegurando a rastreabilidade, a legalidade, a transparência e a eficiência em todas as etapas até a entrega do material ao Exército Brasileiro para destruição.
“A Unidade Regional de Custódia de Altamira realizou a ação de descarte de armas em Santarém, um marco histórico para o interior do Estado. Esse processo se iniciou há um ano e agora ficará como procedimento padrão para ações futuras, resultando no combate à criminalidade na região. É mais um compromisso da Polícia Científica do Pará com a Segurança Pública e com a sociedade", afirmou o perito criminal Marcel Ferreira.
O gerente de Criminalística da Unidade Regional de Altamira, perito criminal Bruno Alexandre Scalcon, explicou que o procedimento administrativo já se encontrava regularmente instaurado quando passou a conduzir sua execução, dando continuidade ao processo em conformidade com a legislação vigente e com os protocolos internos da instituição.
“Demos prosseguimento ao procedimento visando garantir a correta destinação do material bélico, observando os princípios da legalidade, da segurança, da rastreabilidade e da eficiência administrativa até o encaminhamento para a fase de destruição. O procedimento realizado foi importante para a regional de Altamira. Saímos na frente e concluímos toda a última etapa da cadeia de custódia, o descarte, de maneira extremamente satisfatória para todos que contribuíram para esse marco. Essa foi a primeira vez na história da Polícia Científica de Altamira e, certamente, será a primeira de muitas ações que terão como destino final a destruição desses armamentos", ressaltou.
Após 16 anos sem a remessa de armas de fogo e munições para destruição junto ao Comando do Exército, a iniciativa representa a retomada de uma etapa essencial para o controle, a destinação e a eliminação definitiva de materiais bélicos apreendidos, contribuindo diretamente para a segurança pública, a prevenção de novos delitos e o cumprimento das normas legais que regem a matéria.
O Ministério Público do Estado do Pará acompanhou os atos como fiscal da lei, zelando pela regularidade do processo e pela correta destinação legal das armas e munições.
Com a realização da ação, o Projeto Cadeia de Custódia Itinerante consolida mais um importante avanço da Polícia Científica do Pará na modernização da gestão da cadeia de custódia. A iniciativa fortalece a integração entre as instituições do sistema de segurança e justiça, assegura a correta destinação de materiais apreendidos e reafirma o compromisso da Polícia Científica com a eficiência dos procedimentos, a proteção da sociedade e o fortalecimento da segurança pública no Estado.
Texto: Amanda Monteiro sob supervisão de Monique Leão/ Ascom PCIPAA

