Mais de mil bombeiros dão segurança aos balneários do Pará em julho
Militares estão posicionados em pontos estratégicos nas praias para garantir resposta rápida a casos de afogamento e outras emergências
Mais de mil militares do Corpo de Bombeiros do Pará (CBMPA) fazem parte do efetivo envolvido este ano nas ações de prevenção, orientação e atendimento à população nos principais balneários do Estado nas férias de julho. A operação Verão 2026, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), mobiliza mais de 4,5 mil integrantes das forças de segurança do Pará, com atividades que seguem até o dia 3 de agosto.
Nas praias e áreas de banho, pelo menos cinco bombeiros ficam posicionados em pontos estratégicos para garantir resposta rápida a qualquer ocorrência, especialmente em casos de afogamento. As equipes também realizam o monitoramento constante das áreas consideradas de maior risco e orientam os banhistas sobre os cuidados necessários para um lazer seguro.
Estrutura operacional
"Quando falamos de segurança, não estamos nos referindo apenas às polícias Militar e Civil, mas à atuação integrada de diversas forças, entre elas o Corpo de Bombeiros", destacou o titular da Segup, Ed-Lin Anselmo. "Então, em caso de qualquer emergência, qualquer pessoa pode procurar esses pontos onde estão concentrados os bombeiros, que estarão de prontidão para atuar", acrescentou.
Além do efetivo empregado na operação, o Corpo de Bombeiros conta, neste período, com o apoio de 19 viaturas, nove ambulâncias, 48 embarcações e cinco motos aquáticas. "Queremos que as pessoas possam aproveitar esse momento com suas famílias, com a certeza de que terão o apoio das forças de segurança durante o lazer e, ao final, possam retornar para casa em segurança", detalhou.
Crianças desaparecidas
Outra iniciativa desenvolvida pela corporação é a distribuição gratuita de milhares de pulseiras de identificação para crianças. O acessório permite que os responsáveis registrem informações como nome da criança e telefone para contato, facilitando a localização da família em caso de desencontro nos balneários, especialmente em locais com grande concentração de pessoas.
Combate à linha chilena
A Lei Estadual nº 9.597/2022 proíbe a posse, fabricação e comercialização de linhas cortantes com cerol (vidro moído), linha chilena e similares. Além disso, a comercialização desse material é considerada crime, conforme previsto no artigo 278 do Código Penal Brasileiro (CPB). Dessa forma, os bombeiros ainda participam de ações de fiscalização e conscientização para evitar o uso desse material.
Serviço:
Os guarda-vidas e equipes do Corpo de Bombeiros estão preparados para atender diferentes tipos de ocorrências. Procure um posto de guarda-vidas ou acione o telefone 193 em casos de:
- Afogamentos ou princípio de afogamento;
- Pessoas desaparecidas na faixa de areia ou na água, especialmente crianças;
- Emergências clínicas, como desmaios, convulsões ou mal súbito;
- Acidentes com embarcações ou motos aquáticas;
- Ferimentos provocados por animais marinhos ou outros acidentes na praia;
- Situações de risco relacionadas ao uso de linhas cortantes, como cerol e linha chilena;
- Qualquer ocorrência que coloque em risco a vida ou a segurança dos banhistas.

