Pacientes do Hospital da Mulher do Pará arriscam palpite na Copa
Sonho do hexacampeonato para o Brasil traz expectativa na equipe que joga contra o Haiti nesta sexta (19)
Em clima total de Copa do Mundo, o Hospital da Mulher do Pará (HMPA) acolhe e anima pacientes e acompanhantes da unidade. No segundo jogo da seleção brasileira, que ocorrerá nesta sexta-feira (19), a expectativa é grande para a partida contra o Haiti, na Filadélfia, nos Estados Unidos.
A paciente Renata Silva, 33 anos, esteve em sua primeira consulta de retorno com o cirurgião-geral após a cirurgia de endometriose realizada em maio deste ano e já entrou no clima do mundial, inspirada no seu time paraense. ”Olha, o Brasil tem que trazer esse hexa, o Paysandu já é hexa, como que a seleção brasileira não vai trazer esse título para nós?”, brinca a paciente.
Enquanto aguardava a consulta, Renata aproveitou para confeccionar uma peça de crochê, mas não uma qualquer, é uma personalizada: um cropped nas cores da bandeira do Brasil. “Será tipo um topzinho de crochê para eu vestir mais tarde, bem brasileira, na verdade um cropped amarelo e vou grudar uma bandeira aqui e botar mais alcinhas para amarrar e cruzar nas costas, para não dar nem confiança para o inimigo”, disse entre risos.
Sobre o palpite do jogo entre Brasil e Haiti, ela confia que será um placar de goleada. “3 a 1 para o nosso Brasil”, dispara a torcedora.
Também estavam confiantes Sílvia e Aline Nascimento, mãe e filha. Sílvia é paciente e faz tratamento para dor crônica na coluna com o médico fisiatra no ambulatório, acompanhada pela filha. Quando perguntada sobre a expectativa, ela não economizou no palpite e nem no estilo torcedora, vestida com a camisa do Brasil, unhas pintadas de verde e amarelo e brincos da bandeira do país. “Eu acho que a gente tem que acreditar de verdade e vai ser vitória de 3x1 para a nossa seleção”, opinou.
A filha, Aline, foi ainda mais otimista e acredita que será um placar de 4 a 1 para o Brasil, mas avalia que a atuação da equipe dependerá das escolhas do técnico. ”Eu acredito que o Ancelotti vá colocar o Endrick para isso e também acho que o Haiti é um time que dá para superar, dá para o Brasil fazer quatro gols, mas também tem que ter aquele gol do outro lado para espertar”, comentou.
Apesar de ter prometido ao namorado que não criaria expectativas para essa Copa, Aline conta que se rendeu à torcida. “Até disse para o meu namorado que não ia criar expectativas, mas quando começou a copa comprei logo três camisas do Brasil. Mas acho que ser brasileiro é isso, tem que ter esperança, eu sou assim”, ressaltou.
Quem também entrou na torcida foi o casal Eliane e Marco Antônio Garcia. Eliane aguardava consulta com o reumatologista acompanhada do marido. Ambos apostaram no mesmo placar de vitória brasileira por 2 a 1.
Para Eliane, o sonho do hexacampeonato segue vivo e depende da dedicação dos jogadores em campo. “Se eles se esforçarem, vamos conquistar o hexa este ano”, concluiu a paciente.
Texto: Ascom/HMPA

