Mutirão com Emater garante atendimento presencial a assentamentos do Marajó
Ação vai contemplar famílias das Comunidades Central, Ilha Caeté e Ilha Umarituba que trabalham sobretudo com extrativismo de açaí e pesca artesanal
No Marajó, desta terça-feira (9) até quinta-feira (11), o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em São Sebastião da Boa Vista, participará de um mutirão de atendimento a ribeirinhos assentados da reforma agrária, com foco em quem é beneficiário do programa Bolsa Verde, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
As famílias dos assentamentos federais Comunidade Central, Ilha Caeté e Ilha Umarituba trabalham sobretudo com extrativismo de açaí e pesca artesanal. A ação é organizada pela empresa de consultoria Pró-Rural, com parceria da Prefeitura, e a equipe de campo do Governo do Pará planeja emitir ou atualizar mais de 50 cadastros nacionais da agricultura familiar (cafs).
O mutirão se volta para os moradores das margens dos rios Juruaçu, Umarituba e Pracuúba Grande, com a intenção de que eles mantenham ou iniciem o acesso às políticas públicas para o segmento, como o crédito rural.
De acordo com especialistas da Emater, as linhas ideais de crédito rural para as atividades tradicionais das comunidades, seriam as linhas A e B do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os contratos individuais com o Banco da Amazônia (Basa) e Banco do Brasil (BB) podem ultrapassar os R$ 50 mil.
“O papel da Emater, neste processo, tem sido principalmente de mobilização e prospecção. A partir do caf e da conscientização e transmissão direta de informação sobre as políticas públicas, a Emater coloca-se de portas abertas para efetivação das demandas. Sobre os Bancos, por exemplo, estamos estreitando as conversas, para alinhar logística, metas e resultados”, aponta a chefe do escritório local da Emater em São Sebastião da Boa Vista, Bruna Paula dos Santos, técnica em agropecuária.
Texto: Aline Miranda

