Concurso fotográfico premia participantes e fortalece conexão com a natureza no Parque Estadual do Utinga
Como reconhecimento, os ganhadores receberão certificado especial pela participação e conquista no concurso
As lentes voltadas para a natureza, os detalhes da paisagem e a sensibilidade dos registros renderam reconhecimento aos vencedores do concurso fotográfico promovido durante a programação especial “Um Dia no Utinga!”. Os participantes Ádria Emanuelle Cunha, Tomás Brabo Silva, Naiane dos Santos, Vicente Brabo Silva e Daleth Santos tiveram suas imagens selecionadas após um processo de curadoria que levou em consideração os critérios de qualidade técnica, criatividade, relevância temática e impacto visual. Como reconhecimento, os ganhadores receberão certificado especial pela participação e conquista no concurso.
Realizado como parte da celebração pelo aniversário do Parque Estadual do Utinga, o concurso integrou a primeira edição da Rota Patrimonial Utinga, promovida pela Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB) do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), no último dia 3 de maio. Durante a programação, os participantes puderam registrar momentos da caminhada guiada e compartilhar seus olhares sobre a biodiversidade, a paisagem e os elementos históricos e culturais presentes na unidade de conservação.
Entre os vencedores, Daleth Santos destacou que a experiência foi marcada por uma conexão diferenciada com o ambiente natural. “Eu já tinha feito trilhas e caminhadas, mas essa em especial foi além de informativa, ela foi repleta de conexão. Tivemos orientações, momentos de reflexão sobre preservação, sobre a importância do parque, e até quando fomos visitá-lo, mudar o pensamento e a intenção”, relatou.
Para ela, os momentos de contemplação proporcionados ao longo do percurso contribuíram para um olhar mais atento sobre o espaço protegido. “As pausas para fotografar me fizeram olhar cada detalhe com mais atenção. Deu até um frio na barriga, queria fazer uma foto que transmitisse a importância do cuidado com a ‘Natureza que resiste’”, acrescentou.
Bem-estar - Voltada especialmente para famílias com crianças, a Rota Patrimonial Utinga foi idealizada para aproximar o público da natureza por meio de uma experiência educativa e interativa. A atividade buscou estimular nas crianças a curiosidade científica e o sentimento de pertencimento ao meio ambiente, proporcionando um dia de aprendizado em contato direto com a floresta urbana de Belém.
Ao longo de aproximadamente duas horas de caminhada, foram abordados temas como a história de Belém, os processos de urbanização, estratégias de abastecimento de água, arqueologia, perspectivas indígenas e os serviços ambientais prestados pelo parque. A proposta foi apresentar o conhecimento de forma dinâmica, valorizando a educação ambiental como ferramenta de formação cidadã.
Segundo a analista em gestão cultural do Ideflor-Bio, Yby-Ty’eté Tupinambá, a atividade reforça o papel da educação não formal na construção de valores ligados à sustentabilidade.
“Ao longo de duas horas caminhamos e conversamos sobre a visão indígena da natureza como casa comum, passeando também na história de Belém, sua urbanização, estratégias de abastecimento de água, arqueologia, criação do parque e serviços ambientais que o Utinga proporciona. É na educação ambiental como educação não formal que temos a oportunidade de abordar temas transversais ao currículo, como a importância da vida, consumo consciente e igualdade de gênero, que dialogam com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, destacou.
Para o gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, “celebrar o aniversário do Parque Estadual do Utinga promovendo experiências de educação ambiental junto às famílias é uma forma de fortalecer o vínculo da sociedade com esse patrimônio natural tão importante para Belém. A Rota Patrimonial proporcionou conhecimento, contato com a natureza e um novo olhar sobre o parque, especialmente para as crianças, despertando nelas a curiosidade, o senso de pertencimento e a consciência sobre a importância da preservação ambiental”.
Texto em colaboração com Lui Sousa (Ascom/Ideflor-Bio)

