Uepa celebra 33 anos de expansão, inclusão e fortalecimento da educação superior na Amazônia
Data consolida trajetória marcada pela interiorização do ensino superior, fortalecimento da pesquisa, ampliação das políticas afirmativas e contribuição direta para o desenvolvimento social e econômico da Amazônia
Presente em 11 das 12 Regiões de Integração do Estado, a Universidade do Estado do Pará (Uepa) completa 33 anos na próxima segunda-feira, 18 de maio, consolidando uma trajetória marcada pela interiorização do ensino superior, fortalecimento da pesquisa, ampliação das políticas afirmativas e contribuição direta para o desenvolvimento social e econômico da Amazônia.
Criada em 1993 a partir da fusão de faculdades estaduais já existentes, a Uepa chega às mais de três décadas de atuação como uma das principais instituições públicas de ensino superior da região Norte. Atualmente, a universidade oferta mais de 35 cursos regulares de graduação e outros 48 cursos vinculados ao programa Forma Pará, além de ações por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor).
Segundo o reitor da Uepa, Clay Chagas, o principal papel da instituição ao longo dessas três décadas tem sido garantir o acesso à educação superior em regiões onde outras universidades ainda não conseguem chegar. “Quando pensamos na Uepa, pensamos nesse processo de avanço da universidade na oferta de ensino superior no Estado do Pará. Onde outras universidades não conseguem chegar, a Uepa está presente, formando profissionais e contribuindo para o fortalecimento das regiões”, destacou.
O reitor ressaltou ainda que a interiorização da universidade também contribui para a permanência de profissionais qualificados nos municípios paraenses, fortalecendo as economias locais e impulsionando o desenvolvimento regional. Ele observa que, além da expansão da graduação, a instituição vive um momento de fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação, com crescimento no número de cursos de mestrado e doutorado e maior captação de recursos externos para projetos científicos.
O desenvolvimento da universidade também trouxe novos investimentos por parte do governo do estado, principalmente nos últimos seis anos, com a construção de novos campi em Parauapebas e Ananindeua, reforma e ampliação dos campi já existentes, como a construção de auditórios em Igarapé-Açu, Vigia, Paragominas, Cametá, Salvaterra e Barcarena, entrega da quadra de esportes reformada de Conceição do Araguaia, reformas elétricas em Marabá, adaptação de espaços em prol da acessibilidade em São Miguel do Guamá, revitalização da sala de dança e banheiros em Santarém, entrega da Sala de Lutas e do Laboratório de Habilidades em Tucuruí, implantação do curso de Engenharia Civil em Bragança, inauguração de novos laboratórios em Altamira, novas salas e laboratórios em Castanhal, além de revitalizações em Moju e Redenção.
Em Belém, também houve a ampliação e reestruturação das fachadas dos blocos, revitalização do anexo do Bloco A e adequação de um espaço para a biblioteca do Centro de Ciências Naturais e Tecnologia (CCNT), reforma do auditório Paulo Freire, no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE) e entrega do Serviço de Referência Especializado em Dermatologia, no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS).
Atuação estratégica e formação - A vice-reitora da Uepa, Ilma Pastana, destaca que a universidade mantém uma atuação estratégica em áreas como saúde, educação, engenharias e tecnologias, alcançando regiões de difícil acesso e ampliando oportunidades de formação profissional em todo o território paraense. “A Uepa é uma universidade jovem, mas que continua ampliando sua presença e consolidando novos cursos e projetos estruturantes”, afirmou a gestora.
Ela também enfatizou a atuação da universidade na aprovação de projetos em editais nacionais do Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Capes e CNPq, garantindo que os investimentos e ações cheguem também ao interior do estado. Entre os destaques estão os programas PET-Saúde Digital, PET-Saúde Equidade e os projetos de residências médicas e multiprofissionais desenvolvidos em municípios como Santarém, Marabá, Redenção, Tucuruí, Conceição do Araguaia e Bragança.
Ensino, pesquisa, inclusão social e parcerias internacionais
Ao longo de sua trajetória, a Uepa também ampliou políticas de inclusão e permanência estudantil. Além das cotas sociais, a universidade passou a reservar vagas para pessoas com deficiência, quilombolas e indígenas, fortalecendo ações afirmativas voltadas à democratização do acesso ao ensino superior.
A instituição também desenvolve editais específicos voltados às mulheres e populações em situação de vulnerabilidade social, como o PIBIC Mulheres e projetos de extensão comunitária. Outro destaque citado pela vice-reitora é o lançamento de iniciativas voltadas à formação técnica de quilombolas e o fortalecimento de cursinhos populares. “Isso demonstra que a Uepa tem uma presença muito importante na nossa região, valorizando nossa cultura, ancestralidades e garantindo acesso à educação pública de qualidade”, afirmou Ilma Pastana.
No processo de desenvolvimento e fortalecimento regional, a Uepa também está atenta para parcerias internacionais, que viabilizem programas de intercâmbio aos estudantes da graduação e da pós-graduação. Atualmente, a Coordenadoria de Relações Internacionais (Crein) informa mais de 20 acordos assinados entre a Universidade do Estado do Pará – Uepa e Redes e Instituições Acadêmicas Internacionais, Entidades e Organizações Internacionais.
Entre as iniciativas frutíferas das parcerias institucionais está ainda o Instituto Confúcio, que oferece vagas gratuitas para cursos de mandarim e atividades culturais, sendo a única universidade da região Norte a manter parceria com o instituto.
Expansão digital e atuação estratégica na pandemia
Nos últimos anos, a universidade também passou a investir na transformação digital de seus serviços e processos acadêmicos. Um dos principais exemplos é o programa Saúde Digital, atualmente presente em 22 municípios paraenses, oferecendo atendimentos e suporte remoto em saúde. Nessa direção, a instituição trabalha na consolidação de uma plataforma própria de ensino a distância e em projetos voltados à modernização tecnológica da universidade, envolvendo equipes das áreas de Engenharia de Software e Design.
A vice-reitora Ilma Pastana relembrou ainda o papel desempenhado pela Uepa durante a pandemia da Covid-19, com participação em campanhas de imunização, estudos epidemiológicos e ações de apoio ao Governo do Estado na tomada de decisões estratégicas para o enfrentamento da crise sanitária.
CCBS fortalece assistência e formação em saúde
Com forte vínculo histórico com a origem da universidade, o Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) consolidou-se como uma das principais estruturas acadêmicas e assistenciais da Uepa. Ao longo do último ano, o centro ampliou ações voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), integrando ensino, pesquisa, extensão e assistência à população.
Entre as iniciativas desenvolvidas estão o mutirão de prevenção da hanseníase, o projeto Acelera Uepa, em parceria com a Prefeitura de Belém, o projeto Arquipélago Medicina, no Marajó, além de campanhas de vacinação, prevenção ao câncer de pele, incentivo à doação de sangue e ações voltadas à saúde da mulher, como mutirões de PCCU e implantação do Implanon.
O diretor do CCBS, Emanuel Sousa, ressalta que o centro mantém compromisso permanente com a formação de profissionais qualificados e alinhados às necessidades da população amazônica.
“No Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, essa missão se reflete na formação de profissionais éticos e qualificados, comprometidos com as necessidades da população amazônica. O CCBS contribui diretamente com a sociedade por meio de serviços de saúde, projetos de extensão e ações que reafirmam o compromisso da universidade com o conhecimento, a assistência e o desenvolvimento social”, destacou.
Entre os marcos recentes do centro estão a formatura da primeira turma do curso de Fonoaudiologia — pioneiro em universidade pública na Amazônia —, o fortalecimento dos programas de residência em saúde e o desempenho de excelência do curso de Medicina da Uepa no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), promovido pelo Ministério da Educação.
Somente em 2025, o CCBS contabilizou mais de 42 mil atendimentos em saúde realizados pelo Centro de Saúde Escola do Marco, Serviço Especializado em Dermatologia, Unidade de Ensino e Assistência em Fisioterapia e Terapia Ocupacional/Centro Especializado de Reabilitação e pela plataforma Saúde Digital. Entre janeiro e abril de 2026, já foram registrados mais de 17 mil atendimentos no Campus II da universidade.
Ao celebrar os 33 anos da Uepa, a comunidade acadêmica reforça o compromisso da instituição com a formação de profissionais, a produção científica e a promoção do desenvolvimento social na Amazônia, mantendo como eixo central a democratização do acesso à educação superior pública em todo o Pará.

