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CULTURA

Festival de Ópera do Theatro da Paz celebra 25 anos com estreia mundial e programação especial

Em 2026, o festival reúne óperas inéditas, clássicos do repertório, recitais, concertos e uma exposição comemorativa

Por Amanda Engelke (SECULT)
08/05/2026 13h38

Consolidado como um dos principais festivais de ópera do país, o Festival de Ópera do Theatro da Paz chega aos 25 anos em 2026 com uma edição comemorativa que reúne estreia mundial, clássicos do repertório, recitais, concertos e uma exposição dedicada à sua trajetória. A programação será realizada de 22 de maio a 23 de junho, em Belém. A realização é do Governo do Pará.

Nesta sexta-feira (8), os detalhes da programação foram apresentados em coletiva de imprensa no Foyer do Theatro da Paz, pelo secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas, pelo diretor do Theatro da Paz, Edyr Augusto Proença, pela diretora-geral e de produção do festival, Nandressa Nunez, e pelo diretor artístico, maestro Miguel Campos Neto. Também estiveram presentes representantes das três óperas, a bailarina Ana Unger, o maestro Márcio Carvalho e a maestra Cibelle Donza.

Bruno Chagas

“Celebrar os 25 anos do Festival de Ópera do Theatro da Paz é afirmar a continuidade dessa política cultural tão importante, que projeta o Pará no cenário nacional e internacional, amplia o acesso à ópera e valoriza a produção artística. Esta edição reflete esse percurso, ao reunir diferentes linguagens e fortalecer o festival também como política de formação de plateias”, destaca o secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas.

Entre os destaques da edição está a estreia mundial da ópera "Os Heróis", que abre o festival no dia 22 de maio. A montagem inédita ainda terá outras duas récitas, nos dias 24 e 26 de maio. A obra é ambientada em Milão, em 1848, durante a dominação austríaca na Lombardia, e aborda conflitos familiares, amor, lealdade política e ideais revolucionários.

O festival também apresentará títulos consolidados do repertório operístico, como La Serva Padrona, apresentada nos dias 30 e 31 de maio, sob regência da maestra Cibele Donza, e a grand opéra La Traviata, que encerra a programação com sessões nos dias 21, 22 e 23 de junho, com direção geral de Márcio Carvalho. Ambos participaram da coletiva de apresentação.

Edyr Algusto ProençaDiretor do Teatro da Paz

“Nós estamos completando 25 anos, uma vitória em um país como o nosso, na Amazônia, poder proporcionar isso às pessoas que gostam de música, público em geral, porque graças a Deus, em todos esses anos sempre tivemos casa lotada, pessoas interessadas e esse ano a programação está maravilhosa, promovida pelo Governo do Pará”, disse o diretor do Theatro da Paz, Edyr Proença.

Entre as produções contemporâneas, o festival apresenta a ópera "Amazônia Motirô", nos dias 10 e 11 de junho, com direção-geral de Ana Unger. A montagem propõe reflexões sobre a preservação ambiental a partir de uma linguagem musical contemporânea, reunindo a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), o Coro Carlos Gomes, solistas e artistas convidados.

A programação inclui ainda recitais e concertos. No dia 23 de maio, o público poderá conferir o recital do barítono sul-coreano Sunu Sun. Já no dia 2 de junho, a OSTP se apresenta com a soprano paraense Carmen Monarcha. No dia 13 de junho, o recital "Deuses e Demônios", com Saulo Javan e Vitor Philomeno, integra a programação.

Nandressa Nunez

Os ingressos podem ser adquiridos a partir deste sábado, 9 de maio, pelo site e aplicativo Ticket Fácil e na bilheteria do Theatro da Paz, de terça a sexta-feira, das 9h às 18h e aos sábados e domingos, das 9h às 12h. Para mais informações, entrar em contato pelo telefone (91) 3252-8603.

“É uma edição especial, de bodas de prata, com uma programação que valoriza a história do festival e projeta novos caminhos. Buscamos construir um percurso que equilibra o repertório e as criações contemporâneas”, explica a diretora-geral e de produção do Festival de Ópera do Theatro da Paz, Nandressa Nunez.

Exposição celebra os 25 anos do festival

Um dos destaques da edição comemorativa é a exposição dedicada aos 25 anos do festival, reunindo registros e marcos da trajetória do projeto. A mostra será realizada no Foyer do Theatro da Paz, com visitação aberta ao público de 22 de maio a 23 de junho. “É um mergulho nesses 25 anos, desde a sua origem até o momento atual”, adianta Nandressa.

O Festival de Ópera do Theatro da Paz consolidou Belém como um importante ponto de encontro da ópera, reunindo produções que vão do repertório clássico às criações contemporâneas, muitas vezes em diálogo com a cultura amazônica. Ao longo de mais de duas décadas, o projeto se destacou por ampliar o acesso à ópera e alcançar públicos diversos, contribuindo para a valorização da arte lírica. Além do impacto cultural, o festival também movimenta a economia local, gerando empregos temporários e fortalecendo setores como turismo, hotelaria, gastronomia, som e iluminação.

“É um festival bem diversificado em termos de títulos e propostas, isso é importantíssimo, de umas décadas pra cá está havendo uma revalorização da ópera paraense, da música paraense, nós somos um estado de grande tradição na música erudita e não podemos negar isso”, conta o maestro Miguel Campos Neto.

O festival apresentou títulos consagrados do repertório internacional, como Carmen, La Bohème, Tosca, Don Giovanni e Turandot, além de montagens mais recentes como Il Tabarro, Armide, Lucia di Lammermoor e Gianni Schicchi. Também passou a incorporar produções com temática regional, como Cobra Norato e I-Juca Pirama, ampliando o diálogo com a cultura amazônica e fortalecendo a identidade do festival.

Entre 2019 e 2025, período da atual gestão, o Festival de Ópera do Theatro da Paz atraiu mais de 45 mil espectadores.

Inclusão - Neste ano, o festival também contará novamente com o projeto “Sons de Liberdade”, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), que contempla internas da Unidade de Custódia e Reinserção Feminina de Ananindeua (UCRF), integrantes da Coostafe (Cooperativa Social de Trabalho Arte Feminina). A iniciativa alia reinserção social, qualificação profissional e arte.