Pará mobiliza 102 municípios para ações de combate ao trabalho infantil
Seaster destaca que o trabalho infantil exige atuação permanente e integração das equipes para assegurar os direitos das crianças e adolescentes
A Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), reuniu, na quarta-feira (6), em Belém, representantes de 102 municípios paraenses para realizar o I Encontro do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI). O objetivo é criar estratégias para a proteção de crianças e adolescentes, incentivando a atuação integrada entre gestão, equipes técnicas e a rede socioassistencial para prevenir e erradicar o trabalho infantil em todo o Pará.
A capacitação integra uma agenda estratégica do Estado para garantir que os municípios não apenas executem os recursos, mas também ampliem e qualifiquem as ações de enfrentamento ao trabalho infantil de forma contínua, ao longo de todo o ano.
O secretário da Seaster, Inocencio Gasparim, destacou a importância do alinhamento entre Estado e municípios para fortalecer a rede de proteção às crianças e adolescentes paraenses.
“Nosso objetivo é garantir que esses recursos sejam aplicados de forma eficiente, fortalecendo as políticas públicas de proteção social nos municípios. O combate ao trabalho infantil exige atuação permanente, integração entre as equipes e compromisso coletivo para assegurar os direitos das nossas crianças e adolescentes”, afirmou o secretário.
De acordo Andréa Cardoso, técnica de referência do trabalho infantil da coordenação de proteção social especial de média complexidade da Seaster, o momento é fundamental para alinhar diretrizes e fortalecer a atuação nos territórios. “O enfrentamento ao trabalho infantil envolve mobilização social, identificação de crianças e adolescentes em situação de trabalho, fortalecimento das famílias dentro da rede de proteção, além de fiscalização e monitoramento contínuo”, destacou.
Para quem participa pela primeira vez, a experiência tem sido marcada pelo aprendizado e pela troca entre municípios. A psicóloga Vitória Begou, do município de Tomé-Açu, destacou a importância da capacitação. “Estou há três meses na coordenação do programa e o SUAS ainda é uma novidade para mim. Esse momento está sendo muito enriquecedor, principalmente pela troca com outros municípios”, afirmou.
Ela também ressaltou que pretende multiplicar o conhecimento adquirido junto à equipe local. “Nossa secretaria vai promover momentos de repasse para os técnicos que não puderam participar. Identificamos, por exemplo, a ausência de dados sobre trabalho infantil no Cadastro Único, o que precisa ser integrado às ações do programa. Então, uma das estratégias será compartilhar esse aprendizado com os técnicos de referência”, explicou.

