Policlínica Metropolitana aposta em 'Qualitômetro' para aprimorar atendimento
Em Belém, a ferramenta implantada na unidade transforma indicadores em decisões rápidas e reforça a segurança para os usuários
Por trás de cada atendimento realizado na Policlínica Metropolitana, em Belém, há um sistema silencioso que acompanha, avalia e orienta a qualidade dos serviços prestados. Chamado de "Qualitômetro", o instrumento vem se consolidando como uma das principais estratégias da unidade — do Governo do Estado, gerenciada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA) em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) — para garantir mais segurança, eficiência e cuidado no atendimento à população.
Mais do que um painel de números, o Qualitômetro funciona como um “termômetro” da qualidade dentro da unidade. A ferramenta reúne dados de diferentes áreas e traduz essas informações em um indicador visual simples, que permite às equipes compreender, de forma rápida, o desempenho dos serviços.
A supervisora corporativa de qualidade, Pauline Costa, explica que o sistema organiza desde indicadores assistenciais até aspectos da gestão. “O Qualitômetro consolida indicadores estratégicos, táticos e operacionais, permitindo uma avaliação contínua do desempenho institucional e apoiando a tomada de decisão baseada em evidências”, afirma.
Essa leitura ágil dos dados permite respostas mais rápidas no dia a dia. Quando um indicador aponta falhas ou necessidade de ajuste, os setores conseguem agir de forma imediata, evitando impactos diretos no atendimento ao usuário.
Para o enfermeiro da qualidade da unidade, Marlon Santos, o diferencial está justamente na forma como essas informações são utilizadas. “Nosso foco não é apenas monitorar indicadores, mas fazer a análise crítica e implementar ações. Isso fortalece a cultura de qualidade e garante melhoria contínua”, destaca.
A ferramenta, no entanto, não atua de forma isolada. Ela está diretamente conectada à rotina dos setores assistenciais, onde os protocolos de segurança são aplicados diariamente.
Reconhecimento
No setor de Métodos Diagnósticos Terapêuticos, a enfermeira Lorena Santiago reforça que esse cuidado faz parte da identidade da unidade. “A Policlínica possui a certificação ONA nível 2, que reconhece não apenas a padronização dos processos, mas também a integração entre as áreas e a busca constante pela melhoria contínua”, explica.
Segundo ela, práticas como identificação correta do paciente, comunicação efetiva entre profissionais, higienização das mãos e checagens sistemáticas são fundamentais para reduzir riscos e garantir um atendimento mais seguro.
Esses protocolos são aplicados em todas as etapas do atendimento. “Seguimos uma sistemática de cuidado seguro e de qualidade, centrada nas necessidades do paciente. Isso se traduz em ações concretas desde a chegada do usuário até a finalização do atendimento”, afirma a gerente assistencial, Kérina Quaresma.
Mesmo em cenários de alta demanda, a unidade mantém o padrão de qualidade. “Nosso foco é assegurar que o aumento da demanda não comprometa a essência do cuidado, mantendo a segurança e a eficiência em todos os processos”, completa.
Gestão que se transforma em cuidado
Responsável pela implantação do Qualitômetro na Policlínica Metropolitana, a gerente de Qualidade do ISSAA, Paula Narjara, explica que a ferramenta foi pensada para ir além do acompanhamento técnico e impactar diretamente a assistência.
“Nós estruturamos o monitoramento em diferentes dimensões, como assistência, segurança do paciente, experiência do usuário e gestão da qualidade. A partir disso, conseguimos não apenas identificar problemas, mas agir sobre eles de forma rápida e eficiente”, ressalta.
Ela reforça que o diferencial está na análise e no desdobramento dessas informações. “Não basta acompanhar indicadores. É preciso analisar, implementar planos de ação e avaliar se essas medidas realmente trouxeram resultado. Esse ciclo é o que garante a melhoria contínua e sustenta a qualidade do atendimento”, explica.
Segundo Paula, esse modelo também fortalece a transparência e a responsabilidade dentro da unidade. “O Qualitômetro permite que todos os setores compreendam seu desempenho e assumam o compromisso com a melhoria. Isso fortalece a cultura de segurança e qualidade, refletindo diretamente no cuidado com o paciente”, afirma.
Na prática, isso significa um atendimento mais organizado, seguro e humanizado — resultado de um trabalho que começa nos bastidores, mas que chega, de forma concreta, a quem mais importa: o usuário do sistema de saúde.
Texto: Ascom/Poli Metropolitana

