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Mangueirão é primeiro estádio do Norte com tecnologia de impedimento semiautomático

Com instalação de 28 câmeras de alta precisão e inteligência artificial, Estádio Olímpico do Pará eleva o padrão de arbitragem e se consolida entre as arenas mais modernas do Brasil

Por Jessé Lima Melo (SEEL)
04/05/2026 19h45

O Estádio Olímpico do Pará – Jornalista Edgar Proença, o Mangueirão, é o primeiro da região Norte a receber a tecnologia que permite apontar impedimentos de modo semiautomático. Ao todo, 28 equipamentos já foram recebidos e estão instalados, nos lados A e B, sob o teto do estádio. A novidade começa a ser utilizada já no próximo domingo (10), na partida entre Clube do Remo e Palmeiras, agendada para as 16h, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. 

O sistema está sendo implantado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos principais estádios do País, inicialmente com foco na Série A do Campeonato Brasileiro e em jogos da Copa do Brasil. 

Para conferir a instalação do equipamento, estiveram no estádio, na tarde desta segunda-feira (4), o vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul; o diretor de Arbitragem da CBF, Neto Góes; a titular da da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Ana Paula Alves; e o diretor do Mangueirão, Maurício Bororó, entre outras autoridades. 

Tecnologia tem suporte de inteligência artificial

A nova tecnologia se utiliza de inteligência artificial e câmeras dedicadas, para agilizar as decisões da arbitragem, garantindo mais precisão e padronização na aplicação das regras. Segundo o diretor de Arbitragem da CBF, Neto Góes, a inovação representa um avanço importante.

“Estamos elevando o nível da arbitragem no Brasil. O impedimento semiautomático traz mais rapidez, transparência e confiabilidade às decisões, alinhando o País às principais ligas do mundo”, afirmou.

Mudanças melhoram uso do VAR

Outra mudança que o diretor destaca é a mudança da área de revisão do VAR, saindo do lado B para o lado A. “A CBF está mudando a área de revisão do VAR para um local mais tranquilo nos estádios da Série A e da Copa do Brasil, longe dos bancos de reserva. O objetivo é dar mais tranquilidade aos árbitros e otimizar as decisões”, concluiu Góes.

Nos últimos meses, o Mangueirão passou por vistoria técnica com representantes da CBF, da Genius Sports e da Federação Paraense de Futebol (FPF). A etapa foi fundamental para viabilizar a instalação da tecnologia na capital paraense.

A implantação do sistema começou pelo Maracanã, no Rio de Janeiro, e o Mangueirão se torna o 14º estádio do Brasil a receber a tecnologia. A CBF já concluiu a instalação das câmeras e o estádio entra agora na fase de habilitação das linhas e testes operacionais antes da utilização oficial.

O sistema utiliza celulares de última geração, posicionados em pontos estratégicos do estádio, responsáveis por gerar uma espécie de “réplica virtual” da partida. Ao todo, são cerca de 28 dispositivos, que exigem fornecimento contínuo de energia e conexão estável à internet.

Os equipamentos registram as partidas em 4K, a 100 quadros por segundo. Instalados sob a cobertura do estádio, conseguem rastrear até 29 pontos do corpo de cada jogador, com atualizações 50 vezes por segundo. Isso permite a criação de uma réplica digital precisa do jogo, aumentando a confiabilidade na análise dos lances.

A empresa responsável pela tecnologia é a Genius Sports, que também atua em competições internacionais como a Premier League, além de ligas no México e na Bélgica.

Como funciona o impedimento semiautomático

O impedimento semiautomático funciona como um complemento ao VAR. Diferentemente do método tradicional, em que as linhas são traçadas manualmente, o sistema utiliza inteligência artificial para identificar, em poucos segundos, o momento exato do passe e a posição dos jogadores.

As informações são enviadas automaticamente à cabine do VAR, onde a equipe de arbitragem valida a jogada antes da decisão final.

A CBF informou que o sistema ainda passará por uma fase de testes antes da estreia oficial, que ainda não tem data definida. Outros estádios do País também estão no cronograma de implantação.

O vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, destacou a importância do rigor técnico no processo. “A implantação do impedimento semiautomático é um projeto estruturante para o futebol brasileiro. Estamos acompanhando cada etapa com responsabilidade para garantir segurança, confiabilidade e alinhamento aos padrões internacionais”, disse.

Modernização e segurança

Para o governo do Pará, a novidade reforça o novo momento do Mangueirão. A secretária de Estado de Esporte e Lazer, Ana Paula Alves, destacou a relevância da arena. “O Mangueirão é hoje referência em infraestrutura esportiva na região Norte. Estar na rota da CBF demonstra que o estádio reúne condições técnicas, segurança e modernidade para receber grandes competições”, afirmou.

O estádio também ganhou projeção internacional em outubro de 2025, ao integrar a Rota Turística do Futebol do Mercosul, iniciativa que conecta arenas e espaços esportivos de países da América do Sul.

Além disso, o governo do Pará avança na modernização da arena, com a instalação de 106 leitores de reconhecimento facial nas catracas, em cumprimento à Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023). O sistema, fornecido pela empresa Imply, inclui identificação biométrica e monitoramento por imagem, fortalecendo a segurança em eventos com grande público.

Atualmente, o sistema de biometria facial do Mangueirão já conta com mais de 130 mil cadastrados. Com os investimentos em tecnologia, conforto e segurança, o Mangueirão se consolida como um dos principais palcos esportivos do País, preparado para receber grandes eventos nacionais e internacionais.