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OBSERVAÇÃO DE AVES

’Vem Passarinhar Marituba’ abre programação de 2026 e reúne observadores no Refúgio Metrópole da Amazônia

A iniciativa reuniu amantes da natureza, observadores experientes, iniciantes e curiosos em uma manhã dedicada à contemplação e ao registro da avifauna amazônica presente na unidade de conservação estadual

Por Vinícius Leal (IDEFLOR-BIO)
28/04/2026 12h13

O Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia (Revis), em Marituba, na Grande Belém, recebeu a primeira edição de 2026 do projeto “Vem Passarinhar Marituba”. A iniciativa reuniu amantes da natureza, observadores experientes, iniciantes e curiosos em uma manhã dedicada à contemplação e ao registro da avifauna amazônica presente na unidade de conservação estadual.

Promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB), em parceria com o Clube de Observação de Aves do Pará (Coapa), o evento tem como proposta aproximar a população dos ambientes naturais por meio da observação de aves, atividade que une lazer, bem-estar e educação ambiental.

Consolidado como uma das principais ações de sensibilização ambiental na Região Metropolitana de Belém, o projeto estimula os participantes a conhecerem de perto a biodiversidade existente nas áreas protegidas do Estado. Durante a programação, o grupo percorreu trilhas do Revis nas primeiras horas da manhã, período em que as aves costumam apresentar maior atividade, favorecendo a escuta dos cantos e a visualização das espécies.

Avistamento - Ao longo de mais de 4 horas de percurso, em um trajeto de aproximadamente 2 quilômetros, cerca de 20 observadores registraram 29 espécies de aves, demonstrando a riqueza ecológica do Refúgio. Entre os destaques estavam o tucano-de-papo-branco, o tucano-de-bico-preto, o surucuá-de-barriga-amarela, o gavião-carijó, o periquito-da-campina e o anambé-una.

Também foram avistadas espécies como pomba-galega, juriti-pupu, coró-coró, rendeira, tico-tico-de-bico-preto, pipira-vermelha, sanhaço-do-coqueiro e tempera-viola. Cada observação realizada pelos participantes contribui diretamente para o monitoramento da biodiversidade local, fortalecendo o conhecimento científico e as estratégias de conservação da fauna na unidade.

Experiências - Responsável por conduzir a passarinhada, Willian Silva destacou que a experiência foi além da simples observação de aves. Segundo ele, o encontro representou uma oportunidade de reconexão com a natureza e com a história do território, permitindo que os participantes vivenciassem a serenidade do Refúgio e também se aproximassem das memórias e narrativas que o espaço preserva, reforçando os vínculos com o ecossistema e o patrimônio cultural local.

Para o gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer, o projeto reafirma o compromisso do Ideflor-Bio e de seus parceiros com a educação ambiental e a valorização da biodiversidade paraense. Segundo ele, a expectativa é de que novas edições ao longo do ano continuem aproximando a população das riquezas naturais existentes na Grande Belém.

“O ‘Vem Passarinhar Marituba’ é uma ação que transforma o olhar das pessoas sobre a natureza. Ao conhecerem a diversidade de aves do Refúgio, os participantes passam a compreender ainda mais o valor dessas áreas protegidas e a necessidade de preservá-las para as futuras gerações”, afirmou o gerente, destacando a importância da iniciativa para ampliar o envolvimento da sociedade com as unidades de conservação.