Em Mojuí dos Campos, Emater ajuda agricultores acessarem crédito e 'Minha Casa'
Empresa de Assistência Técnica (Emater), entre outras atribuições, atua para habilitar agricultores ao 'Minha Casa, MinhaVida Rural' e a financiamentos
Em Mojuí dos Campos, no Baixo Amazonas, Raimundo Simão Sobrinho Filho, de 58 anos, que já planta mandioca, feijão e milho nos 56 hectares do Sítio Simão, na comunidade Porto Luiz de Souza. Agora, ele quer começar a criar tambaqui em tanque, com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater).
“A Emater dá orientação, explica as coisas e o principal: leva informação sobre direitos do agricultor, sobre as políticas públicas. Muita coisa eu só fico sabendo porque a Emater traz a informação. Hoje tenho o plano de aproveitar o terreno pra piscicultura, conseguir financiamento, pra geração de renda e pra alimentação”, aponta.
Raimundo Sobrinho é um dos seis agricultores familiares do município que acabam de receber do escritório local da Emater o cadastro nacional da agricultura familiar (caf), documento preliminar de acesso às políticas públicas do segmento rural.
Nas últimas semanas, a equipe da Emater esteve presente na comunidade Boa Sorte para, além de emitir car, coletar dados para o cadastro ambiental rural (car) e para o programa de regularização ambiental (pra) e prospectar demandas de crédito rural em toda a redondeza. Participaram da ação moradores não só da Boa Esperança, mas também das comunidades Castanheira, Valha-me, Deus; Porto Alegre, Porto Luiz de Souza e Riacho Verde.
Os focos imediatos são habilitação para o Minha Casa, Minha Vida Rural (PMVR), do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), ante a Caixa Econômica (CEF), e projetos da linha Acredita, do Banco da Amazônia (Basa), para investimento na cadeia produtiva de mandioca, no valor individual de até R$ 27 mil.
No caso do Minha Casa, Minha Vida Rural, de acordo com pré-diagnóstico socioeconômico da Emater, a expectativa na região é receber recursos para reforma de moradias historicamente precárias: de madeira, sem banheiro dentro.
Para o técnico em agropecuária da Emater Dalvair José Fima, o processo de atendimento direto, presencial e regular no campo repercute incontinenti em qualidade de vida das famílias: “Os pés da Emater nas propriedades significa dar as mãos a cada família atendida. É muito gratificante para nós, extensionistas, contribuir para o desenvolvimento sustentável”, diz.
Texto: Aline Miranda

