Polícia Civil prende em Magalhães Barata homem investigado por armazenar e compartilhar material de abuso infantil
Apuração da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) da Santa Casa também apontou a prática do crime de extorsão
Na manhã desta quarta-feira (8), a Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) da Santa Casa, com apoio da Polícia Científica do Pará e do Grupo de Trabalho de Vulneráveis (GVT/NIP), deflagrou a operação “Quebra de Rede”, que resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios de Belém e Magalhães Barata.
No Município de Magalhães Barata, foi dado cumprimento aos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar de aparelhos eletrônicos expedidos contra um homem investigado pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de conteúdo de abuso sexual infantil. Durante as buscas, foi encontrado vasto material pornográfico em posse do suspeito, oportunidade em que foi dada voz de prisão em flagrante delito, inclusive pela prática do crime de extorsão.
Durante as investigações, foi verificado que o autor utilizava um perfil em uma rede social de vídeos como meio de atrair vítimas e difundir conteúdo ilícito. “O suspeito se passava por pessoa do sexo feminino, utilizando fotografias falsas de uma mulher e enviava conteúdo íntimo para de obter, em troca, imagens íntimas de adolescentes e adultos do sexo masculino”, detalhou a titular da Deaca Santa Casa, delegada Danielle Ambrósio.
“Uma vez que as vítimas enviavam fotos íntimas ao investigado, ele passava a chantageá-las para que enviassem novas imagens, do contrário divulgaria o material na cidade”, complementou a delegada.
Outro mandado de busca e apreensão foi cumprido no município de Belém, ocasião em que dispositivos eletrônicos foram apreendidos e encaminhados para perícia especializada. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas e outros suspeitos do crime de venda e compartilhamento do material ilícito. O investigado foi encaminhado à unidade policial para a adoção dos procedimentos legais cabíveis e segue à disposição do Poder Judiciário.
Texto de Rebeca Reis, estagiária, sob supervisão de Wander Lima (Ascom/PC)

