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Sespa promove seminário em Marabá para fortalecer o combate à tuberculose no Sudeste paraense

Com a participação de 21 municípios, o evento descentraliza o debate sobre a doença e capacita profissionais e estudantes para o diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento

Por Ascom Sespa (SESPA)
07/04/2026 16h39
1º Seminário Alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose, realizado no auditório da Faculdade Anhanguera, em Marabá

O governo do Pará, por meio do 11º Centro Regional de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), deu início, nesta terça-feira (7), em Marabá, ao 1º Seminário Alusivo ao Dia Mundial de Luta Contra a Tuberculose. O evento, realizado no auditório da Faculdade Anhanguera, reúne gestores, profissionais de saúde e estudantes de 21 municípios da região Sudeste, para alinhar estratégias de enfrentamento e vigilância epidemiológica.

A iniciativa faz parte da estratégia da Sespa de descentralizar as ações de saúde, levando a discussão técnica e o suporte do Estado para fora da Região Metropolitana de Belém. "O evento vem discutir a questão da tuberculose em todo o Pará. É o segundo ano em que saímos do centro para promover essa discussão nos municípios, alcançando diferentes segmentos da sociedade para tratar sobre saúde pública", destacou a coordenadora estadual do Programa de Controle da Tuberculose, Maria Isabel de Souza Melo.

Maria Isabel de Souza Melo, coordenadora estadual do Programa de Controle da Tuberculose

Cenário Epidemiológico e Desafios - Durante o seminário, foram apresentados dados atualizados sobre a incidência da doença. O Ministério da Saúde aponta que, em 2025, o Brasil registrou 84.368 casos, com maior prevalência na região Norte. No Pará, os municípios de Marabá e Parauapebas concentram o maior volume de notificações no Sudeste do Estado, em virtude da densidade populacional.

A enfermeira Ana Raquel Santos Miranda, responsável pela Vigilância em Saúde no 11º Centro Regional de Saúde, reforçou que o seminário busca dar visibilidade à doença, muitas vezes negligenciada. "Mobilizamos não apenas os técnicos, mas a sociedade civil. A tuberculose é uma doença que atinge populações em situação de vulnerabilidade e precisamos quebrar o estigma. O diagnóstico rápido é a chave para o sucesso do tratamento, que é 100% eficaz e oferecido gratuitamente pelo SUS", afirmou.

Evento reuniu gestores, profissionais de saúde e estudantes de 21 municípios da região Sudeste

Diagnóstico e Tratamento - Os especialistas alertaram para a importância de identificar os "sintomáticos respiratórios" (pessoas com tosse persistente há mais de três semanas, cansaço e perda de peso). Um dos principais pontos abordados foi a adesão ao tratamento: sabe-se que após 15 dias de medicação adequada, o paciente deixa de transmitir a bactéria., lembrando que o abandono ou o tratamento irregular pode levar à tuberculose resistente, dificultando a recuperação do paciente.

Participante - Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Canaã dos Carajás, Ana Caroline Rodrigues Borges, a capacitação é fundamental para a integração regional. "É um evento que fortalece o enfrentamento de uma doença que continua atingindo nossos municípios. Estar aqui representa a união de esforços em nível estadual", pontuou.

Ana Caroline Rodrigues Borges, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Canaã dos Carajás

Reconhecimento - A abertura do seminário foi marcada por um momento de homenagem à enfermeira Terezinha Carneiro, que coordenou o combate à tuberculose na Regional de Saúde por mais de duas décadas. Sua dedicação ao serviço público foi reconhecida com a entrega de uma placa de agradecimento à sua filha, a também enfermeira Ádila Barros.

Serviço:

O tratamento da tuberculose está disponível em todas as unidades de saúde do Estado. Em caso de tosse por mais de três semanas, procure a unidade de saúde mais próxima de sua residência.

Texto: Emilly Coelho/Secom