No Hospital Galileu, o 'Qualitômetro' mede a importância do cuidado com o paciente
Ferramenta interna avalia, de forma contínua, o funcionamento dos setores e a qualidade dos processos assistenciais para quem precisa da rede estadual
Para quem chega a um hospital enfrentando um problema de saúde, o que mais importa é se sentir seguro. É exatamente essa sensação que a dona de casa Suzane Keila, de 45 anos, encontrou ao iniciar o tratamento no Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na Grande Belém.
Moradora de Uruará, na região do Xingu, ela convive com a estenose traqueal — uma condição que dificulta a respiração e exige acompanhamento especializado. Longe de casa, em um momento delicado, encontrou mais do que assistência: encontrou confiança.
“Desde que comecei meu tratamento, sempre fui recebida com respeito e atenção. A equipe explica cada etapa, acompanha minha evolução e transmite tranquilidade. Isso faz diferença para quem enfrenta um problema de saúde e precisa confiar plenamente nos profissionais. Aqui eu me sinto segura”, relata.
Histórias como a de Suzane ajudam a explicar um resultado expressivo: em 2025, o hospital alcançou 99,91% de satisfação entre os pacientes atendidos.
Qualidade
Por trás desse índice, está um conjunto de práticas que nem sempre são visíveis para quem está sendo cuidado, mas que fazem toda a diferença no resultado final. Uma delas é o Qualitômetro — ferramenta interna que avalia, de forma contínua, o funcionamento dos setores e a qualidade dos processos assistenciais.
Mais do que números e avaliações, o Qualitômetro tem um propósito claro: garantir que o paciente receba um cuidado cada vez mais seguro.
A enfermeira do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, Kelly Souza, explica que a ferramenta funciona como um olhar permanente sobre a rotina hospitalar. “O Qualitômetro ajuda as equipes a enxergarem onde podem melhorar. Isso fortalece a prevenção de riscos e garante que o cuidado chegue ao paciente com mais segurança”, afirma.
Na prática, isso significa revisar processos, corrigir falhas antes que elas impactem o atendimento e integrar melhor os setores — tudo para que o paciente perceba um atendimento mais organizado, ágil e confiável.
Linha de frente
Essa mudança também é sentida por quem está na linha de frente. À frente do Centro Cirúrgico, a coordenadora Kamila Rosa destaca que o processo trouxe mais segurança para as equipes e refletiu diretamente na assistência.
“A gente percebe uma equipe mais preparada e segura no que faz. Isso aparece no cuidado com o paciente, na organização dos processos e na forma como lidamos com cada situação. Tudo flui melhor”, explica a enfermeira.
Segundo Kamila, o impacto vai além da rotina interna. “Quando a equipe está engajada e confiante, o paciente sente. Ele percebe no atendimento, na atenção e na forma como é acolhido.”
Essa transformação cultural tem um efeito direto: reduzir riscos e tornar o ambiente hospitalar mais seguro. E, no fim, é o paciente quem mais ganha.
Campanha
Dentro da campanha “Abril pela Segurança do Paciente”, o Hospital Galileu reforça que qualidade não é apenas um indicador — é uma prática diária, construída em cada detalhe do atendimento. Do acolhimento na chegada ao acompanhamento durante o tratamento, cada etapa é pensada para garantir não apenas eficiência, mas também confiança.
Gerenciamento
O HPEG é referência do Governo do Pará em Ortopedia e possui acreditação nível máximo da Organização Nacional de Acreditação — ONA 3, que reconhece instituições com excelência em gestão, qualidade e segurança.
“Essa conquista reflete o trabalho sério, técnico e comprometido de toda a nossa equipe. A certificação de excelência não é apenas um reconhecimento, mas também uma confirmação de que estamos no caminho certo, priorizando a qualidade e a segurança do paciente. Isso demonstra que a população vem recebendo, há pelo menos cinco anos, uma assistência altamente confiável”, afirma Paula Narjara, diretora executiva da unidade.
Texto: Ascom/HPEG

