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Campanha leva orientação sobre fibromialgia a pacientes em Marabá

O Hospital Regional do Sudeste do Pará levou informação e acolhimento a pacientes e acompanhantes durante a campanha do Fevereiro Roxo

Por Ascom Sespa (SESPA)
25/02/2026 11h38

José Almeida, morador de Marabá, na região de Carajás, foi encaminhado para consulta cardiológica no Hospital Regional do Sudeste do Pará – Dr. Geraldo Veloso (HRSP). Enquanto aguardava atendimento, na terça-feira (24), participou da campanha "Fevereiro Roxo", dedicada à conscientização sobre doenças crônicas, incuráveis e progressivas, como a fibromialgia, que exigem informação e cuidado contínuo.
 
"Chegamos ao hospital para uma consulta e saímos com mais conhecimento sobre a própria saúde. Às vezes convivemos com dores constantes e nem imaginamos que pode ser algo que precisa de acompanhamento adequado. Essa conversa abre os olhos, esclarece dúvidas e traz mais segurança para buscar ajuda no momento certo", destacou.
 
Maria do Socorro, também de Marabá, encaminhada para exame de ressonância magnética na unidade, aprovou a atividade educativa. "Enquanto a gente espera pelo exame, receber esse tipo de orientação faz a diferença. Muitas vezes a dor é invisível para quem está de fora, mas, para quem sente, é algo diário. Saber que existem informações, tratamento e profissionais atentos é muito importante para ajudar no cuidado", explico
 
A mobilização do projeto de humanização Saúde em Foco, levou orientações sobre fibromialgia a pacientes e acompanhantes que aguardavam atendimento na unidade. A iniciativa destacou o diagnóstico precoce, o acompanhamento multiprofissional e o respeito à dor crônica, muitas vezes invisível para quem não convive com a condição.
 

Sensibilização - A palestra foi conduzida pela enfermeira Ticiane Malvão, do Núcleo de Educação Permanente (NEP), que explicou de forma didática que a fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor musculoesquelética difusa, frequentemente associada à fadiga, alterações do sono e, em alguns casos, ansiedade e dificuldades de concentração.
 
"Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada com acompanhamento multiprofissional, uso correto das medicações quando indicadas, prática regular de atividade física orientada e atenção à saúde mental. Manter uma rotina de sono adequada, reduzir o estresse e buscar ajuda ao perceber dores persistentes são atitudes que contribuem para o controle dos sintomas e qualidade de vida", orientou a enfermeira.
 
Daiane Uszinsky, analista de Humanização da unidade, reforçou que ações educativas no ambiente hospitalar ampliam o cuidado para além do atendimento clínico. "Quando levamos informação de forma acessível e acolhedora, fortalecemos o protagonismo do paciente sobre a própria saúde. A humanização também passa por escutar, orientar e criar espaços de diálogo que façam sentido para quem está aqui, aguardando uma consulta ou exame. Cuidar é, antes de tudo, estar presente de maneira integral", destacou.
 

Estrutura do HRSP - Certificado com o Nível 2 de Acreditação da ONA, a unidade sob gestão do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), oferece atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição tem 135 leitos, sendo 97 de internação clínica e 38 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Texto: Ascom/ Hospital Regional do Sudeste do Pará