Agência Pará
pa.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
REGIÕES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A
PREVENÇÃO

Grupo de Trabalho da Sespa discute cenário climático e reforça estratégias de proteção à população paraense

Foram discutidos temas como a sazonalidade das chuvas, as cheias dos rios e a identificação das áreas mais críticas do Estado

Por Roberta Meireles (SESPA)
24/02/2026 13h51

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) realizou, nesta terça-feira (24), em sua sede, a primeira reunião do ano do Grupo de Trabalho (GT) sobre o cenário climático do Pará. Criado durante a COP30, o grupo tem como objetivo compreender as vulnerabilidades ambientais que podem colocar em risco a vida e a saúde da população.

O GT reúne diferentes áreas estratégicas da Secretaria, com foco na prevenção, no monitoramento e na resposta rápida aos impactos das mudanças climáticas. Entre os integrantes está o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), responsável pelo monitoramento ativo da situação dos agravos sensíveis ao clima. Também integram o grupo as áreas de prevenção à saúde, vigilância epidemiológica, Departamento de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador, Vigilância Sanitária, além da gestão e Regulação, que atua na logística de transporte fluvial e aéreo em situações de emergência.

Durante a reunião, foram discutidos temas como a sazonalidade das chuvas, as cheias dos rios e a identificação das áreas mais críticas do Estado. A partir desse diagnóstico, o grupo vem construindo estratégias voltadas à prevenção, à resposta rápida e à integração entre os diferentes setores da Sespa.

A Vigilância Ambiental apresentou dados sobre os principais períodos de chuva e o acompanhamento de áreas com histórico de contaminação após enchentes. Já a Vigilância Sanitária destacou o monitoramento de riscos em abrigos temporários, serviços de alimentação e abastecimento de água. 

“Estamos fazendo uma relação saúde ambiente. A gente precisa desses dados para que possamos acompanhar quais são as doenças que podem atingir a população de cada região. Com os dados coletados, é possível saber quais são as doenças de transmissão por vetores que podem atingir aquela população mais ou menos de acordo com o período do ano que aquela população vai estar vivendo, por exemplo. Essas ações são importantes para que a população e o sistema de saúde se preparem”, disse Vanessa Smith, técnica da Vigilância Ambiental da Sespa. 

Um dos pontos centrais da reunião foi a discussão sobre a integração de ações voltadas à saúde mental da população afetada por eventos climáticos extremos. Situações como enchentes, secas prolongadas e deslocamentos forçados impactam diretamente o bem-estar emocional das famílias, exigindo atenção contínua dos serviços de saúde.

O grupo também destacou a necessidade de fortalecer ações antecipadas, capazes de prevenir agravamentos que poderiam ser evitados por meio do planejamento e da atuação precoce. A proposta é reduzir danos, evitar sobrecarga dos serviços e garantir respostas mais eficientes em momentos críticos.

O GT elabora planilhas, relatórios e boletins técnicos que subsidiam a formulação de estratégias e orientam a tomada de decisão. Esses materiais permitem identificar as regiões mais vulneráveis, projetar impactos no acesso aos serviços de saúde e relacionar cenários ambientais ao aumento de agravos.

Entre os focos permanentes estão o monitoramento de chuvas intensas, secas extremas e suas repercussões sobre doenças respiratórias, infecciosas, agravos transmitidos pela água e vetores, além de problemas relacionados à saúde do trabalhador.

O grupo trabalha com cinco estágios operacionais de saúde, cada um com protocolos específicos:

  • Normalidade: ações preventivas, monitoramento e capacitação;
  • Mobilização: intensificação do acompanhamento e preparação das equipes;
  • Alerta: ativação de planos de contingência;
  • Emergência: resposta ampliada e reorganização dos serviços;
  • Crise: atuação total, apoio externo e coordenação integrada.

Esses níveis orientam desde atividades de treinamento até ações emergenciais, garantindo que o sistema de saúde esteja preparado para diferentes cenários. Esta foi a primeira reunião do ano, mas o Grupo de Trabalho deve se reunir regularmente para avaliar novas situações e atualizar estratégias. A iniciativa reforça o compromisso da Sespa com a proteção da população frente aos impactos das mudanças climáticas.

Texto: Caroliny Pinho