Artista paraense inicia pintura de grande painel na fachada do Museu das Amazônias
Obra assinada pelo artista paraense Kambô Art marca novo ciclo expositivo do MAZ, no Complexo Porto Futuro, em Belém
O Museu das Amazônias (MAZ), localizado no Complexo Porto Futuro, em Belém, iniciou nesta segunda-feira (23) a pintura de um grande painel artístico em realidade aumentada na área externa do prédio. A obra, com cerca de dois metros de altura por cinco metros de largura, é assinada pelo artista visual paraense Luan Rodrigues, conhecido como Kambô Art, natural de Cametá, e simboliza o novo ciclo expositivo do espaço.
Durante aproximadamente uma semana, o público que circula pelo complexo poderá acompanhar, em tempo real, todo o processo de criação do mural. Inspirado na cobra — símbolo institucional do Museu das Amazônias —, o trabalho reúne elementos do muralismo, da animação e da realidade aumentada, linguagens presentes na trajetória artística de Kambô.
“Levar uma obra minha para o Museu das Amazônias é um sentimento de honra e responsabilidade. É Cametá falando a partir do meu olhar, misturando tecnologia e a linguagem da arte muralista e de realidade aumentada que construí ao longo do tempo, tendo a Cobra Grande como força central, esse símbolo tão vivo no imaginário amazônico, que carrega memória, mistério e ancestralidade”, destaca o artista visual Kambô.
Transição expositiva
O painel integra o momento de transição vivido pelo MAZ. Desde o início de fevereiro, a visitação interna está pausada devido ao processo de troca das exposições em cartaz. As novas mostras devem ser apresentadas ao público no final do primeiro semestre de 2026.
Nesse período, o museu reforça o diálogo com a população por meio de intervenções artísticas visíveis e acessíveis na área externa. A proposta de permitir que o público acompanhe cada etapa da criação do painel dialoga com as transformações internas em curso.
“O Museu das Amazônias está em um processo de renovação profunda, e tornar esse movimento visível ao público é uma escolha conceitual. Ao convidar as pessoas a acompanharem a criação dessa obra na fachada, reforçamos a ideia de um museu vivo, em constante construção, aberto ao território, às narrativas amazônicas e aos artistas da região”, afirma a gerente técnica do museu, Grazielle Giacomo.
Novo marco visual
A expectativa é que o painel em realidade aumentada se consolide como um novo marco visual do museu durante o período de transição expositiva, ampliando a experiência de quem visita o espaço e fortalecendo a relação entre arte contemporânea, cidade e Amazônia. Após a conclusão da pintura, a obra permanecerá disponível para apreciação e interação do público na fachada do MAZ.
Texto: Fabrício Lopes I Museu das Amazônias

