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Codec apresenta vantagens competitivas da ZPE de Barcarena para o setor produtivo de açaí

Governo do Estado articula a instalação de indústrias no território paraense para agregar valor às matérias-primas e fortalecer as exportações da bioeconomia

Por Thais Menezes (CODEC)
20/02/2026 15h25

A Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) recebeu, nesta sexta-feira (20), representantes da empresa paraense North Açaí para apresentação técnica da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena. O encontro integra a estratégia estadual de fortalecimento da principal cadeia produtiva do Pará e de ampliação das exportações com maior agregação de valor, por meio da industrialização no próprio território paraense.

Com cinco anos de atuação no mercado e perfil majoritariamente exportador, a empresa avalia a implantação de uma nova unidade industrial na área da ZPE, voltada à expansão da capacidade produtiva e à consolidação de sua presença internacional.

Participaram da reunião os empresários André Lima e Camila Lima, acompanhados do consultor Gabriel Lima e dos advogados Michel Viana e Vitor Fonseca. Pela Codec, estiveram presentes o diretor de Estratégia e Relações Institucionais, Pádua Rodrigues; o diretor de Atração de Investimentos e Negócios, Manoel Ibiapina; a gerente de Novos Negócios, Sabrina Sena; e o assessor Evandro Diniz.

Durante o encontro, a equipe técnica detalhou as vantagens operacionais e estruturais do empreendimento. A ZPE de Barcarena possui localização estratégica próxima ao Porto de Vila do Conde, com acesso facilitado à malha rodoviária estadual e às principais rotas de exportação do Norte do país. O modelo oferece área alfandegada com controle aduaneiro interno, monitoramento eletrônico 24 horas das cargas, rastreabilidade e estrutura preparada para agilizar o fluxo logístico até o embarque.

Entre os diferenciais apresentados estão o regime tributário específico voltado às exportações, com suspensão de tributos federais vinculados à produção destinada ao mercado externo, possibilidade de importação de máquinas e equipamentos sem incidência tributária no momento da internalização e maior previsibilidade operacional para empresas com alto percentual de exportação. O ambiente também permite operações financeiras internacionais com maior flexibilidade, dentro das regras estabelecidas pela legislação das ZPEs.

O projeto da ZPE, autorizado pelo governo federal, já conta com empresa âncora confirmada, a Bravo Metals, fortalecendo a consolidação do empreendimento. Há recursos destinados às etapas iniciais de implantação, incluindo o cercamento integral da área. A preparação do processo de alfandegamento junto à Receita Federal encontra-se em fase de estruturação administrativa e demandará a contratação de empresa especializada para elaboração do projeto técnico exigido pelos órgãos federais.

Ao contextualizar a importância do empreendimento, o diretor Pádua Rodrigues destacou que a ZPE integra a política estadual de transformação produtiva e industrialização das cadeias econômicas locais. Segundo ele, o Pará precisa avançar na agregação de valor às suas matérias-primas, especialmente no caso do açaí, principal produto da bioeconomia estadual. “Nosso desafio é fortalecer a indústria local. Não podemos continuar vendo nossa produção sair em estado primário. Precisamos processar, industrializar e gerar renda aqui dentro do Estado”, afirmou.

A North Açaí apresentou o perfil atual da empresa, cuja maior parte da produção já é destinada ao mercado externo. André Lima explicou que o grupo estuda a implantação de uma nova planta industrial com aproximadamente 14 mil metros quadrados de área construída, projetada para ampliar a capacidade de armazenagem de polpa para até 2 milhões de quilos, o dobro da capacidade atual.

Segundo o empresário, a reunião foi esclarecedora. “A gente veio tirar dúvidas e saiu entendendo melhor como funciona o projeto. Foi uma apresentação bem detalhada”, afirmou. Ele destacou ainda que o modelo dialoga com o perfil exportador da empresa. “Nosso produto já é mais exportado do que consumido aqui. Estamos em busca de uma estrutura que acompanhe esse crescimento. Agora vamos analisar com calma as informações e avaliar os próximos passos”, declarou.

O diretor de Atração de Investimentos e Negócios, Manoel Ibiapina, ressaltou que a Codec atua como articuladora institucional desde a fase inicial até o encaminhamento às instâncias federais. “Nosso papel é orientar tecnicamente, garantir que o projeto esteja adequado à legislação e alinhado à estratégia de desenvolvimento do Estado”, destacou.

Para a gerente Sabrina Sena, a possível instalação de uma indústria de açaí na ZPE representa avanço significativo para a principal cadeia produtiva paraense. “Quando agregamos valor e estruturamos a produção para exportação, fortalecemos nossa competitividade e ampliamos as oportunidades econômicas dentro do próprio Estado”, afirmou.

Ao final do encontro, a Codec reiterou que permanece à disposição para apoiar tecnicamente a empresa nos estudos de viabilidade e nas etapas formais de submissão do projeto, reforçando o compromisso do Estado com a industrialização, a geração de emprego e o fortalecimento das exportações paraenses.