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Cosanpa e Águas do Pará alinham avanços de contrato para reforçar produção de água na Região Metropolitana

Comissão de fiscalização da Companhia acompanha execução do termo aditivo; quatro dos seis poços já foram perfurados e melhorias em filtros ampliam capacidade das ETAs Bolonha, São Brás e 5º setor

Por Flávia Araújo (COSANPA)
20/02/2026 16h23

A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) realizou, na quinta-feira (19), no auditório do Complexo Bolonha, em Belém, reunião técnica para alinhar o andamento das ações previstas no contrato de interdependência e no primeiro termo aditivo, que prevê investimento de R$ 220 milhões da Companhia na ampliação e modernização do sistema de produção de água que abastece Belém, Ananindeua e Marituba. As obras estão sendo executadas pela concessionária Águas do Pará.

“Estamos falando de um investimento robusto, estratégico e essencial para garantir segurança hídrica à Região Metropolitana. A Cosanpa tem a missão de produzir água com qualidade e regularidade para Belém, Ananindeua e Marituba, e é isso que estamos fortalecendo com essas obras. Produzir água é uma responsabilidade permanente, e estamos atuando com planejamento, fiscalização rigorosa e compromisso para assegurar que esse serviço chegue cada vez melhor à casa das pessoas”, destacou o presidente da Cosanpa, coronel Dilson Júnior.

Filtros com zeólita, tecnologia que auxilia na remoção de ferro da água

O encontro reuniu engenheiros e representantes do setor jurídico da Cosanpa, além das equipes operacionais da concessionária, para avaliar as obras já realizadas, discutir ajustes técnicos e definir os próximos passos do cronograma. Entre os avanços apresentados está a perfuração de quatro dos seis poços, restando dois para conclusão. Também foram detalhadas melhorias estruturais nas Estações de Tratamento de Água (ETA). Na ETA Bolonha, oito filtros passaram por reforma, aumentando a capacidade de produção. Na ETA São Brás, 16 filtros estão em processo de modernização. Além disso, o contrato contempla a instalação nos poços de filtros com zeólita — tecnologia que auxilia na remoção de ferro da água —, reforçando o padrão de qualidade do tratamento. 

Outro ponto destacado foi a obra na ETA do 5º Setor, que está quase pronta para entrar em operação assistida pelo período de 30 dias. A etapa prevê testes técnicos, ajustes e verificação de desempenho antes da ativação definitiva.

“Esse contrato representa um avanço estruturante para a Região Metropolitana. Quando ampliamos a capacidade de produção e modernizamos os sistemas, estamos garantindo mais segurança operacional e mais estabilidade no abastecimento. Nosso compromisso é transformar investimento em resultado concreto para a população, assegurando que a água tratada chegue com qualidade e regularidade às casas das famílias de Belém, Ananindeua e Marituba. Seguiremos atuando em parceria com a Cosanpa, com transparência e responsabilidade social, porque saneamento é serviço essencial e impacta diretamente na saúde e na qualidade de vida das pessoas”, afirmou o diretor-presidente da Águas do Pará, André Facó.

Obras no Bolonha que iniciaram ano passado

O procurador jurídico da Cosanpa, Gustavo Monteiro, explicou que o contrato de interdependência define as responsabilidades entre a Companhia, responsável pela produção da água, e a concessionária, que realiza a distribuição e a coleta de esgoto na Região Metropolitana de Belém (RMB). Segundo ele, a comissão de fiscalização foi criada para garantir o cumprimento dos termos pactuados e a correta aplicação dos recursos.

“O objetivo é assegurar que a água produzida pela Cosanpa chegue com qualidade à população, em uma relação que exige alinhamento permanente entre as duas instituições”, afirmou.

A engenheira Susan, coordenadora da comissão, ressaltou que o termo aditivo incorporou investimentos considerados essenciais para adequar os sistemas produtores às metas de qualidade e quantidade de água. 

“Foi um momento de alinhamento técnico, avaliando o que já foi executado, o que precisa de ajustes e o que ainda será implantado. A comissão seguirá acompanhando a execução das obras, incluindo testes operacionais e avaliações técnicas, até o recebimento definitivo dos sistemas”, pontuou a engenheira.