Agência Pará
pa.gov.br
Ferramenta de pesquisa
ÁREA DE GOVERNO
TAGS
REGIÕES
CONTEÚDO
PERÍODO
De
A
SAÚDE E HUMANIZAÇÃO

Dez anos de hemodiálise: paciente celebra cuidado e acolhimento no HOL

Dalci da Silva Barra, 81 anos, destaca assistência recebida ao longo de uma década de tratamento no Hospital Ophir Loyola

Por Brenna Godot (HOL)
20/02/2026 15h01
Paciente do HOL fazendo tratamento de hemodiálise e recebendo a visita dos Filhos da Alegria, trabalho voluntário.

A hemodiálise é o meu tratamento, meus rins pararam quando eu tinha 70 anos. Graças a Deus estou indo bem.” É com serenidade e gratidão que Dalci da Silva Barra, de 81 anos, resume os dez anos de acompanhamento no setor de hemodiálise do Hospital Ophir Loyola.

Ela realiza duas sessões semanais e segue rigorosamente a rotina necessária para manter a qualidade de vida. “Desde que entrei aqui, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos são maravilhosos. Hoje de manhã agradeci todos eles. Essa máquina traz vida pra nós. Quando eu não venho, passo mal. Preciso fazer o tratamento”, relata.

Dalci iniciou o tratamento em um período em que o hospital atendia pacientes renais com diferentes comorbidades. Ao longo dos anos, acompanhou mudanças institucionais, mas manteve a confiança na equipe e na assistência recebida.

Segundo a médica nefrologista Ana Paula, o acompanhamento é contínuo e individualizado. “Os pacientes realizam exames periódicos mensais para avaliarmos a eficácia da diálise. Observamos se as metas estão sendo atingidas, se há necessidade de ajustes nos parâmetros da máquina e acompanhamos também comorbidades associadas à doença renal crônica, como anemia e alterações ósseas”, explica.

A indicação para transplante renal, quando possível, também passa por avaliação criteriosa. “Não é apenas a idade que define. Avaliamos as condições clínicas gerais, especialmente a saúde cardiovascular, pulmonar e outros órgãos vitais”, destaca.

Para a filha, Socorro Barra, o tratamento representa vida. “Se não fosse a hemodiálise, minha mãe não estaria mais aqui. No começo ela ficava desanimada, dizia que não queria ir, mas a gente incentivava. É preciso dar carinho, apoio e não deixar desistir. Esse tratamento salva vidas.”

Voluntário Lucas Felipe levando alegria para Dona Dalci.

Além da assistência clínica, o acolhimento emocional também faz parte da rotina. O projeto Filhos da Alegria leva momentos de descontração aos pacientes em tratamento.

Para o voluntário Lucas Felipe, cada visita tem um significado especial. “Eu costumo dizer que cada encontro é único. A gente sempre se emociona de uma forma diferente. Quando encontramos um paciente que está há muito tempo no hospital, a visita se torna ainda mais especial. A gente consegue mostrar que o ambiente hospitalar pode ser alegre e humanizado, mesmo diante das dificuldades.”

A voluntária Fernanda Mafalda também destaca a importância da humanização no ambiente hospitalar. “É gratificante para nós, que ainda estamos em formação, perceber o quanto as pessoas precisam de carinho e acolhimento. Cada paciente é único. A gente cria uma conexão, leva alegria, e muitas vezes sai ainda mais transformado. Sempre digo que não me despeço com um ‘até a próxima’, mas com ‘fiquem com Deus’, porque eu sempre volto, mas não quero que eles precisem continuar aqui.”

Perfil atual do serviço - Atualmente, o serviço de hemodiálise do Hospital Ophir Loyola é destinado exclusivamente a pacientes oncológicos que desenvolveram insuficiência renal em decorrência da doença ou do tratamento contra o câncer. A unidade conta com equipe multiprofissional especializada, monitoramento mensal por meio de exames periódicos e avaliação contínua da eficácia dialítica.

A diretoria, gestão e equipe administrativa seguem trabalhando de forma permanente para garantir estrutura adequada, qualificação assistencial e um atendimento público seguro, eficiente e humanizado à população.