Detran orienta sobre o uso da ciclovia na BR-316 e destaca valorização da pista exclusiva
São 24 quilômetros de ciclovia (12 de cada lado), implantados nos municípios de Ananindeua e Marituba para garantir mobilidade ativa e segura
O tráfego de veículos na BR-316 é intenso todos os dias e para preservar a vida de ciclistas, o Governo do Estado implantou ciclovias ao longo do perímetro do BRT Metropolitano. Ao todo, são 24 quilômetros de ciclovia (12 de cada lado), implantados nos municípios de Ananindeua e Marituba para garantir mobilidade ativa e segura para quem depende da bicicleta para se deslocar.
Aprovada por cem por cento dos ciclistas que trafegam pela rodovia, o modal vem ajudando a organizar o tráfego na BR-316, mas o Departamento de Trânsito do Estado (Detran) alerta para a importância do uso da faixa exclusiva pelos ciclistas.
“Esse equipamento foi entregue para a população se proteger, trafegar com segurança e preservar a vida. No entanto, ainda flagramos ciclistas trafegando na faixa dividindo espaço com veículos, muitas vezes ao lado da ciclofaixa, o que é indevido e perigoso para a vida deles. Além disso, o veículo acaba reduzindo a velocidade e desviando do ciclista, atrapalhando a fluidez do trânsito”, atenta o coordenador de fiscalização do Detran, Ivan Feitosa.
O Detran reforça que há o perigo de colisão com veículos de passeio, ônibus e até veículos pesados que trafegam na rodovia diariamente. “Se houver sinistro, o ciclista é a parte mais vulnerável, por isso é fundamental utilizar a ciclofaixa construída justamente pra beneficiar os menores no trânsito”, ressalta Feitosa.
O Genivaldo Moraes trabalha como entregador expresso há três anos e é pela BR-316, entre Marituba e Ananindeua, que ele transita de bicicleta todos os dias para conseguir o sustento da família. “Faço questão de usar a ciclofaixa porque o governo fez pra gente, para nossa segurança. Hoje, temos a nossa própria via, não faz sentido ter uma coisa tão boa dessa pra nossa vida e não respeitar. Falta mais consciência”, comenta.
A ciclovia evita o acidente e preserva a vida dos ciclistas. Essa é a opinião do Francisco Ribeiro, que mora no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua, e também utiliza a rodovia para trabalhar. “Antigamente, eu andava mais de ônibus, porque era perigoso e tinha medo de acidente, mas com essa ciclovia passei a trabalhar mais de bicicleta até porque ela evita da gente ter contato com o carro. Foi uma coisa muito boa que fizeram pra gente”, garante.
