Atuação técnica do farmacêutico fortalece perícia criminal e produção de prova científica
Profissionais de Farmácia desempenham papel fundamental nos laboratórios da Polícia Científica do Pará, contribuindo para a elucidação de crimes e eficiência da justiça
A Polícia Científica do Pará (PCIPA) destaca, nesta terça-feira (20), Dia Nacional do Farmacêutico, a atuação estratégica desses profissionais no fortalecimento da perícia criminal e na produção de provas técnicas fundamentais para a elucidação de crimes. A data celebra uma profissão essencial para a ciência, a saúde pública e a justiça.
Na perícia criminal, o farmacêutico atua diretamente em análises laboratoriais de alta complexidade, envolvendo exames toxicológicos, químicos, biológicos e de substâncias ilícitas. Seu trabalho técnico-científico subsidia investigações policiais e decisões do sistema judiciário. Atualmente, há 74 farmacêuticos na Polícia Científica do Pará, representando 27% dos peritos criminais da instituição.
Rigor científico - Além da atuação pericial, muitos farmacêuticos exercem funções de coordenação em laboratórios, sendo responsáveis pela gestão de equipes, padronização de métodos, garantia da qualidade dos laudos e cumprimento de normas técnicas e legais. “A função de coordenação assegura confiabilidade, rastreabilidade e rigor científico nos exames periciais”, informou o perito criminal Eric Nascimento, à frente da Coordenação de Laboratórios (Colab) da Polícia Científica.
Os laudos produzidos pelos farmacêuticos peritos impactam diretamente na responsabilização criminal, na proteção da sociedade e na promoção da justiça. O trabalho silencioso realizado nos laboratórios se reflete em investigações mais precisas e em respostas mais efetivas à criminalidade. Há farmacêuticos em todos os laboratórios da Colab.
Dedicação - A história da perita criminal Edna Pereira se confunde com a evolução da própria perícia criminal. Há 33 anos atuando no órgão como farmacêutica, ela passou por diversos formatos, desde quando a instituição era um departamento da Polícia Civil, até o momento em que se tornou autarquia.
A perita seguiu os passos do avô, outro profissional da área. “O farmacêutico busca, investiga, vai a fundo nos porquês. Logo me apaixonei pela profissão”, disse a perita. Ela iniciou a vivência de análises clínicas antes de sua formatura, estagiando no laboratório da Marinha do Brasil. Após a formatura, em 1980, trabalhou em diversos laboratórios particulares, e decidiu estudar para o concurso da instituição. Passou por diversos setores, alguns como gerente, na balística, fonética, documentoscopia, patrimônio, reprodução simulada, papiloscopia e custódia. Edna está prestes a se aposentar finalizando sua carreira no Laboratório de Exames Físicos, Químicos e Biológicos.
“O legado que nós deixamos para os colegas que estão na ativa, e os que ainda vão chegar, é este patrimônio. Nós batalhamos muito para chegar onde estamos. Nós viemos de uma condição muito insalubre, e hoje estamos em um excelente lugar, devido ao esforço de colegas diretores, coordenadores e gerentes. A Polícia Científica representou muito na minha vida. Foi muito aprendizado, companheirismo dos colegas. Eu amo a perícia, sou muito curiosa. Ela conseguiu satisfazer bastante a minha curiosidade. Tive esse privilégio de escolher trabalhar com o que me identifiquei”, concluiu a perita criminal.
O diretor-geral da Polícia Científica, Celso Mascarenhas, também perito criminal e farmacêutico, ressaltou a relevância da categoria para a credibilidade dos laudos periciais. “A atuação do farmacêutico na Polícia Científica vai muito além do laboratório. É um trabalho pautado pelo rigor técnico, pela ética e pelo compromisso com a verdade. Esses profissionais são fundamentais para garantir laudos confiáveis, que sustentam investigações e decisões judiciais, contribuindo diretamente para a justiça e a segurança da sociedade”, afirmou.
Texto: Amanda Monteiro, sob supervisão de Monique Leão - Ascom/PCIPA
