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AGRICULTURA E PESCA

Emater incentiva produção de cacau em Almeirim no Baixo Amazonas

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará tem assegurado, em parceria com a prefeitura, capacitação em técnicas como a poda calculada

Por Governo do Pará (SECOM)
14/01/2026 10h01
Agricultores de Almeirim recebem orientação da Emater para fortalecimento da cadeia produtiva do cacau

Em Almeirim, no Baixo Amazonas, o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), junto com a Prefeitura, está conduzindo um movimento pioneiro de estruturação e fortalecimento da cadeia produtiva do cacau.

“Consideramos a região muito próspera para a atividade: há interesse dos agricultores, o solo é bom, o clima é favorável e o mercado tem potencial de absorção plena. Aí entra o diferencial da parceria com a Prefeitura, já que esforços somados garantem resultados. Estamos reunidos abraçando a causa”, resume o chefe do escritório local da Emater no município, o técnico em agropecuária, Elinaldo Silva. 

Doze famílias da comunidade Morada Nova I protagonizam o processo. A maioria já trabalha com cacau em áreas de em média três hectares, mas ainda sem qualquer intervenção estratégica. 

No fim de dezembro, o grupo participou de uma oficina de poda e enxertia, promovida pela Emater em parceria com as Secretarias municipais Executiva de Meio Ambiente (Sema) e de Desenvolvimento Econômico (Sedec). A capacitação foi um desdobramento de um intercâmbio interno, em novembro, entre as Emateres de Almeirim e Altamira, polo da Transamazônica e referência nacional em cacauicultura. 

A poda calculada, por exemplo, um trato cultural que demanda ferramentas de baixo custo e fácil instrução, pode aumentar em 50% a produtividade, imediatamente. 

“O que está acontecendo aqui eu nunca tinha visto, em termos de incentivo, de apoio, porque tem gente que mora há 80 anos e só agora a agricultura não fica pra trás: tá vindo é na frente. Eu me sinto animado, porque é um conjunto de direitos: a Emater com a assistência, o Iterpa [Instituto de Terras do Pará] com a titulação das terras. O que a gente tem ouvido é que o cacau é uma excelente alternativa de renda”, diz o horticultor Delivaldo Monteiro, de 67 anos.

Nos 81 hectares do Sítio Terra Nova, onde se encontram ativos três canteiros de verduras como alface e cebola, Monteiro separou um hectare para o plantio de 1 mil e 100 pés de cacau, com início em julho. A ideia é antecipar um sistema de irrigação, para o enfrentamento do verão, e acionar projeto de crédito rural, com o intermédio da Emater.

Texto de Aline Miranda