Hospital Metropolitano ultrapassa 700 mil atendimentos e reforça papel estratégico na saúde do Pará
Referência em trauma e queimaduras, HMUE se destaca em 2025 pela alta produtividade, atuação como hospital de retaguarda da COP30 e serviços inéditos no SUS do Norte e Nordeste
Até novembro de 2025, o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, realizou mais de 700 mil atendimentos, entre consultas ambulatoriais, cirurgias, serviço de apoio, diagnóstico, terapêutico, serviço social, psicologia, exames de laboratório, internações e outros.
A unidade, que integra a rede de saúde pública do Governo do Pará, segue como referência no tratamento de queimaduras e no cuidado a pacientes vítimas de traumas de média e alta complexidade. “Este número demonstra o impacto do Metropolitano na vida da população paraense. Trabalhamos com equipes altamente capacitadas que garantem segurança, resolutividade e acolhimento. Nosso foco é ampliar cada vez mais o acesso e a qualidade do cuidado oferecido”, destaca o diretor executivo do HMUE, Marcelo Azevedo.
Desafio - Além do volume expressivo de atendimentos, neste ano o HMUE esteve frente a um novo desafio ao atuar como hospital de retaguarda da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), evento mundial sediado em Belém. O posicionamento estratégico exigiu planejamento robusto, capacitação ampliada e reforço dos protocolos de resposta rápida para grandes demandas.
“A atuação como hospital de retaguarda da COP30 exigiu que nossas equipes estivessem altamente treinadas e prontas para qualquer cenário. Realizamos capacitações intensivas e simulados complexos para garantir uma resposta rápida e eficiente. Mesmo com toda a mobilização, o hospital manteve seus atendimentos funcionando normalmente, sem qualquer impacto para os pacientes. Esse equilíbrio só foi possível graças ao comprometimento e à qualificação dos nossos profissionais”, diz o gestor.
Aprimoramentos - Para reforçar a preparação de atendimento em caso de catástrofe, o HMUE promoveu treinamentos inéditos e de grande porte. Em parceria com o Ministério da Saúde, Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e outros órgãos, foi realizado um simulado de atendimento a múltiplas vítimas, que mobilizou mais de 100 pessoas entre atores, equipes assistenciais e profissionais de apoio, fortalecendo o plano de resposta a desastres.
Outro exercício que marcou 2025 foi o simulado inédito de abandono de área na UTI, Centro Cirúrgico e CME, aprimorando fluxos internos e garantindo maior segurança ao paciente em situações de emergência dentro de áreas críticas do hospital.
Ineditismo no Norte e Nordeste - Entre os principais destaques deste ano está o Serviço de Medicina Hiperbárica, que ultrapassou 17 mil sessões realizadas. Pioneiro no Sistema Único de Saúde (SUS) do Norte e Nordeste, o tratamento acelera a cicatrização de feridas complexas e melhora a recuperação clínica dos pacientes.
A experiência é reconhecida pelos próprios usuários. Maria Nojosa, paciente atendida no serviço, pontua a gratidão sentida pelo serviço. “A hiperbárica me ajudou bastante, a cicatrização está bem evoluída tem umas partes que já está bem cicatrizada, eu não tinha conhecimento sobre a hiperbárica não sabia nem que existia estou achando muito bom. Eu vejo o resultado todo dia que passa”, disse.
Com investimentos contínuos em estrutura, tecnologia e qualificação profissional, o Hospital Metropolitano segue consolidado como um dos principais equipamentos públicos de saúde do Pará, garantindo eficiência, preparo e acolhimento em todos os níveis de atendimento.
Estrutura - Pertencente à rede pública de saúde do governo do Pará e gerenciado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), o Hospital Metropolitano é referência estadual em atendimento de média e alta complexidade, especialmente nos casos de trauma e queimaduras, atendendo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A unidade dispõe de leitos operacionais em traumatologia, cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, pediatria, cirurgia plástica para vítimas de queimaduras e unidades de terapia intensiva (UTI), consolidando-se como um dos principais centros de atendimento de urgência e emergência do Estado.
