Fapespa lança estudo sobre municípios que desenvolvem atividade minerária

15/08/2015 17h12

A Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa) lançou na sexta-feira (14) o Barômetro da Sustentabilidade de Municípios com Atividades Minerárias no Pará. O estudo foi apresentado pela diretora de Estudos e Pesquisas Ambientais da Fapespa, Andrea Coelho, durante a programação do evento comemorativo aos dez anos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal do Pará (UFPA), no auditório do campus de pesquisa do Museu Emílio Goeldi, onde estiveram reunidos representantes do secretariado estadual e das demais instituições ensino e pesquisa.

O estudo apresenta uma metodologia que já foi aplicada em mais de 135 países para avaliar e monitorar as condições humanas e ecológicas, relacionadas ao desenvolvimento sustentável. O objetivo da análise é subsidiar a gestão de políticas públicas no Estado, com base na oferta de dados sobre o nível de sustentabilidade dos municípios de Barcarena, Canaã dos Carajás, Capanema, Floresta do Araguaia, Ipixuna do Pará, Itaituba, Juruti, Marabá, Oriximiná, Ourilândia do Norte, Paragominas, Parauapebas e São Félix do Xingu.

Para o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, o planejamento do desenvolvimento regional precisa tornar estes projetos efetivas alavancas do desenvolvimento do entorno, por meio de positivos impactos na dinâmica socioeconômica, melhorando principalmente os indicadores socioambientais. “O Pará destaca-se por ter na economia mineral parte significativa do Produto Interno Bruto (PIB). Não resta dúvida de que grande parte do dinamismo econômico do Estado no período recente, e nos próximos anos, deriva dos projetos de extração de minérios, como cobre, bauxita, ferro, manganês, dentre outros em menor escala. No entanto, é fundamental monitorar e avaliar os impactos gerados para fins de elaboração de políticas públicas proativas e mitigatórias”, disse.

O estudo apresenta uma metodologia que já foi aplicada em mais de 135 países para avaliar e monitorar as condições humanas e ecológicas, relacionadas ao desenvolvimento sustentável, trazendo uma classificação por escala que compreende os seguintes níveis: sustentável, potencialmente sustentável, intermediário, insustentável e potencialmente insustentável.

Segundo a coordenadora de pesquisa e pós-graduação do Museu Paraense Emílio Goeldi, Ana Vilacy Galúcio, o estudo é fundamental para ajudar nos direcionamentos que os gestores públicos e a comunidade acadêmica podem seguir. “É uma ferramenta estratégica, porque coloca em evidência a parceria entre a academia e a Fapespa no entendimento das questões ambientais, as quais possam gerar respostas para a formação de políticas públicas”, destacou.

A publicação faz parte do projeto "Barômetro da Sustentabilidade dos Municípios do Pará”, em que estão inclusos os barômetros dos municípios produtores de energia e com potencial hidrelétrico no Pará e dos municípios da Região de Integração do Tapajós, a próxima publicação a ser lançada pela instituição.

Por Redação - Agência PA (SECOM)