Ideflor-Bio e BPA fiscalizam a caça ilegal de quelônios no rio Araguaia
Ação foi realizada para proteger essas espécies, que estão em período de desova, além de orientar a população

Com o objetivo de conscientizar a população e proteger as tartarugas-da-amazônia e tracajás durante o período reprodutivo, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) realizaram ações de fiscalização contra a caça ilegal de quelônios no rio Araguaia, em São Geraldo do Araguaia, região sudeste paraense.
De acordo com a gerente da Região Administrativa do Araguaia do Ideflor-Bio, Laís Mercedes, a ação foi importante para garantir a proteção das espécies e educar a população. “A parceria com o BPA é essencial para esses animais terem uma desova segura, permitindo coibir crimes ambientais, proteger os quelônios e suas áreas de desova. Além disso, combinamos fiscalização com educação ambiental e atuação legal de forma coordenada”, enfatizou.

A bióloga do Ideflor-Bio, Daiana Amorim, destaca que a fiscalização neste período tem um papel importante, devido à desova das tartarugas-da-amazônia e tracajás. “A fiscalização nas praias nesta época do ano é vital, porque coincide com o tempo de desova e incubação dos quelônios. É nesse momento em que os ovos estão mais expostos e vulneráveis à coleta e captura predatória, que são crimes previstos em lei”, pontuou a especialista. Segundo ela, o período de desova costuma ocorrer entre os meses de setembro e janeiro, e pode variar de acordo com o nível do rio e com o clima.
Conscientização - Daiana Amorim ressalta, ainda, que a educação ambiental junto à população da região contribui no equilíbrio ecológico da natureza. “Além de proteger as espécies, esse tipo de ação promove o equilíbrio ecológico e a educação ambiental da população. Pois, assim, é possível conservar os habitats e contribuir para desestimular a coleta ilegal e outras infrações, fortalecendo o cumprimento da lei ambiental”, complementou a bióloga do Ideflor-Bio.
A cabo da Polícia Militar do Pará, Ana Moraes, disse que o BPA está atuando em conjunto com o Ideflor-Bio, em São Geraldo do Araguaia, para reprimir ilícitos ambientais, como a caça e a pesca predatórias e a captura de quelônios e seus ovos.
“Essas práticas configuram crimes ambientais e, diante do esgotamento da fase de orientação, passamos agora à etapa de fiscalização, com autuação dos responsáveis. Infelizmente, nos últimos anos, já não vemos mais ninhos, filhotes nem a mesma quantidade de tracajás no rio Araguaia. Por isso, o BPA foi acionado para garantir a proteção da fauna durante este período crítico”, frisou a agente da segurança pública.
Texto em colaboração com Sinval Farias (Ascom/Ideflor-Bio)