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Grupo de Trabalho realiza pimeira reunião para criação do Fundo Açaí

Representantes de diferentes instituições públicas, privadas, do Poder Legislativo e associações da sociedade civil apresentaram suas contribuições à minuta que estabelece o fundo e a implementação de um programa para fortalecer a cultura do açaí 

Por Rose Barbosa (SEDAP)
29/08/2025 14h56
Representantes de instituções públicas e privadas, da Alepa e da sociedade civil se reuniram para tratar da criação do Fundo Açaí

A criação do Fundo Estadual de Apoio do Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Açaí (Fundo Açaí) e a implementação do Programa do Fortalecimento da Açaícultura no Estado do Pará foram temas da reunião realizada nesta sexta-feira (29) na sede da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap). Participaram representantes de instituições públicas e privadas, além de representantes da sociedade civil, que integram o grupo técnico que atua na construção de iniciativas que visam estimular e promover o desenvolvimento da cadeia do açaí no Pará.

Durante a primeira reunião do grupo, foi apresentada a minuta de criação do Fundo Açaí. Os representantes das instituições apresentaram sugestões para alterações ou inclusões que acharam necessárias. Todas as contribuições à minuta original serão finalizadas na próxima reunião a ser marcada, a princípio, em até 15 dias.

Geraldo Tavares, que coordenou a reunião, elencou os benefícios que o fundo proporcionará à cadeia do açaí

 Uma das finalidades com a criação do Fundo Açaí é ampliar a eficiência da produção e comercialização do fruto com a viabilização de ações e projetos voltados à melhoria e ampliação da cadeia de açaí,  conforme informou o gerente de fruticultura da Sedap, Geraldo Tavares, que coordenou a reunião desta sexta-feira. 

“É um universo muito grande de possibilidades. Projetos como, por exemplo, a viabilização de material de propagação de sementes selecionadas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), para beneficiar uma grande quantidade de produtores, além de avanços tecnológicos com a realização de convênios com instituições de ensino superior, poderão ser financiados por meio deste fundo”, informou Tavares.

Durante a reunião, o gerente de Fruticultura fez alusão ao Fundo de Apoio à Cacauicultura do Estado do Pará (Funcacau), criado em 2008 e que serviu de fonte para a criação do Fundo Açaí. Ele informou que o Funcacau apoia financeiramente programas e ações de geração e difusão de tecnologias, assistência técnica, fomento e comercialização, dirigidos à expansão, fortalecimento e consolidação de arranjos produtivos locais da cacauicultura no Estado do Pará. A exemplo do Funcacau, que apoia uma das mais importantes culturas do Pará, o fundo voltado ao açaí apoiará programas e ações de geração e difusão de tecnologias, assistência técnica, fomento e comercialização, entre outros benefícios. 

Além do gerente de fruticultura, a reunião contou com a participação de representantes  da Sedap que atuam no Procacau, no Planejamento e na Secretaria Adjunta e na Diretoria de Feiras e Mercados da Sedap. 

Inclusão - Além de representantes de associações de batedores de açaí da capital, como é o Caso do Instituto Ver-o-Peso, o grupo de trabalho conta com a participação de trabalhadores de municípios de outras regiões de integração do Pará, como é o caso do município de Parauapebas (Região de Integração de Carajás). O gerente de Fruticultura informou que a mescla de representantes de todos os segmentos é importante, por se tratar de uma cultura que representa todo o Estado.

“Há batedores artesanais de Belém e do sudeste do Estado e também tem representações da sociedade civil, da indústria, da Federação dos Trabalhadores, e as secretarias que representam o segmento no Governo do Estado como a Sedap, a Seaf (Secretaria de Estado de Agricultura Familiar), a Sedeme (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia), a Emater e a Adepará. Ou seja: para se ter um projeto bom, todos têm que ser ouvidos; essa é a finalidade desse GT”, defendeu Tavares.

O representante de Parauapebas , Werbet Santana, acha importante importante o GT ter a participação de representantes de diferentes municípios do Estado

Entre os representantes do grupo que são de fora da capital está o presidente da Associação de Batedores e Vendedores de Açaí de Parauapebas (Abap), Werbet Santana. A associação, de acordo com o representante, tem 110 estabelecimentos afiliados, mas a quantidade total de batedores artesanais ultrapassa 200 em Parauapebas, segundo ele.

Para o presidente da Abap, a participação do município na construção do Fundo Açaí é importante por levar políticas públicas da capital para o sul do Estado. “Para nós é de grande relevância fazer parte desse grupo seleto e representar o sul do Pará; Parauapebas hoje já tem vários produtores e principalmente batedores de açaí, no nosso último censo tivemos um levantamento que mostrou que o município movimenta em torno de R$ 25 milhões mês na cadeia do açaí. Consideramos uma matriz  econômica forte dentro de Parauepaebas”, destacou. 

Desenvolvimento- O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, que abriu a reunião, disse que o Pará como primeiro produtor de açaí do Brasil (e do mundo), necessita de iniciativas que alavanquem e aperfeiçoem a cadeia e que invistam em mais tecnologia. É um produto que tem oferta e demanda, como observou – ressaltando possibilidades de um promissor mercado de açaí no futuro com a Índia e a China.

Segundo ele, com a criação do Fundo Açaí e de um programa que fortaleça a açaícultura, o estado poderá ampliar sua produção e comercialização do açaí e ainda abastecer a demanda interna. “O objetivo de se criar um fundo também é para subsidiar e ajudar o produtor da pequena propriedade a gerar o seu desenvolvimento e fazer o aproveitamento daquilo que o Pará é o primeiro do mundo, que é a produção do açaí. A transformação da sociedade brasileira passa necessariamente pela produção”, frisou o presidente da Faepa.   

Além da Sedap, participaram representantes da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplad), da Sedeme, do Sindicato das Indústrias de Frutas e Derivados do Pará (Sindifrutas), da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), do Instituto Açaí, da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), da Emater e da Abap.