Monumento Natural do Atalaia celebra 7 anos com início da elaboração do seu Plano de Gestão
Essa UC é uma das 29 áreas protegidas sob responsabilidade do Ideflor-Bio, que tem investido em planejamento e participação social como eixos estruturantes da conservação ambiental no estado

O Monumento Natural do Atalaia, em Salinópolis, região nordeste paraense, celebra neste mês de abril, 7 anos de criação. Para marcar a data, o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio) inicia um passo fundamental para o fortalecimento da gestão da Unidade de Conservação (UC): a elaboração do seu Plano de Gestão. Essa UC é uma das 29 áreas protegidas sob responsabilidade do órgão, que tem investido em planejamento e participação social na conservação ambiental no estado.
O Plano de Gestão é um instrumento essencial para o ordenamento do uso e da ocupação do território da UC, estabelecendo diretrizes para proteção, pesquisa científica, educação ambiental, uso sustentável e turismo ecológico do espaço. O documento será construído com base em metodologias participativas, envolvendo comunidades locais, pescadores e representantes da sociedade civil organizada, num esforço coordenado pela Comissão de Planos de Manejo (Coplam) do Ideflor-Bio.

"Esse é um marco importantíssimo para o Monumento Natural do Atalaia. O Plano de Gestão é como a certidão de identidade da UC, porque estabelece o que pode e o que não pode ser feito no território, sempre com base na escuta de quem vive e atua naquela região", afirmou o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto. Segundo ele, o planejamento participativo garante que a conservação caminhe com o desenvolvimento sustentável local.
Cronograma - Nos próximos dias, a equipe técnica do Instituto realizará a reunião preparatória, uma das primeiras etapas da construção do Plano. Nessa fase, serão aplicadas quatro metodologias principais: o mapeamento participativo, que visa identificar ameaças e iniciar o desenho da Zona de Amortecimento; a análise FOFA (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças); a construção de uma linha do tempo com os principais marcos ambientais e históricos da unidade; e o calendário sazonal, que ajuda a compreender os ciclos naturais da área, como os períodos de desova das espécies locais.

A definição da Zona de Amortecimento (ZA) será uma das tarefas prioritárias do processo, já que o Monumento Natural do Atalaia ainda não possui essa delimitação. A ZA é uma área do entorno da UC onde serão estabelecidas normas específicas para compatibilizar o uso do solo para conservação. "A criação da Zona de Amortecimento é uma etapa fundamental, pois permitirá ordenar os usos no entorno e proteger melhor o ecossistema costeiro que a unidade abriga", explicou o diretor de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação do Ideflor-Bio, Ellivelton Carvalho.
Mapeamento - Segundo a representante da Coplam, Márcia Segtowich, a equipe já realizou um levantamento de campo no início de março e agora irá integrar essas informações com os dados levantados nas oficinas. "Vamos construir o guia do participante, documento-base da oficina principal de elaboração do plano. Esse material vai conter a contextualização da unidade, aspectos sociais, biológicos e históricos, e será a base da parte diagnóstica do plano de manejo", detalhou.

A oficina preparatória será dividida em etapas. Na primeira semana, as reuniões serão com os pescadores da região da Ponta da Sofia e com os moradores do entorno. Já na semana seguinte, os encontros ocorrerão com representantes de organizações da sociedade civil e órgãos públicos que atuam direta ou indiretamente na área. A expectativa é que essas trocas de saberes contribuam para um plano robusto, alinhado com as necessidades da população local e para conservação ambiental.
Criado em 2017, o Monumento Natural do Atalaia tem como missão proteger a biodiversidade e os ecossistemas costeiros e marinhos da região, além de promover a educação ambiental e o turismo sustentável. Com o início da construção do Plano de Gestão, a unidade dá um passo importante para consolidar sua atuação como espaço de preservação e desenvolvimento responsável.