Ave rara é encontrada no Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia
Registro do socoí-zigue-zague foi feito dentro da Unidade de Conservação (UC) do Ideflor-Bio por um condutor de trilhas

Uma ave considerada rara foi avistada pela primeira vez no Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia, no município de Marituba, na Grande Belém. Trata-se do socoí-zigue-zague (Zebrilus undulatus) espécie que está quase ameaçada de extinção. O animal é uma espécie de socó encontrada na Amazônia, bem como nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia e Paraguai, chega a medir até 81 cm de comprimento, e possui partes superiores castanhas e negras com estrias amareladas.
O registro foi feito por Willan Gama, educador ambiental e um dos condutores de trilha habilitados da Unidade de Conservação (UC), que é gerida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Gerência da Gerência da Região Administrativa de Belém (GRB).
Bioindicador - De acordo com Willan Silva, o avistamento indica que há um ecossistema saudável para que a espécie possa viver e se reproduzir. “Isso reflete a riqueza e diversidade biológica da região. Além disso, a presença dessa espécie rarificada atua como um bioindicador, sinalizando a qualidade do habitat e a integridade dos processos ecológicos que sustentam a saúde ambiental”, pontuou.
Ele também ressalta que essa descoberta pode impulsionar o ecoturismo no Refúgio e destaca que os registros de aves ajudam tanto na preservação ambiental, quanto na educação sobre a importância de se preservar a natureza. “Esse monitoramento fornece informações valiosas sobre a distribuição, comportamento e ecologia das aves, essenciais para estudos científicos. Ademais, os registros de aves podem ser utilizados em programas educacionais que aumentam a conscientização sobre a importância da biodiversidade e da conservação ambiental”, complementou Willan.
Esse foi o 19° registro do socoí-zigue-zague no território paraense. Os municípios com maior número de avistamentos da espécie são São Félix do Xingu, no sudeste, e Novo Progresso, no sudoeste.
Para o gerente da Região Administrativa de Belém, Júlio Meyer, que é responsável pela UC, “o registro do socoí-zigue-zague no Refúgio de Vida Silvestre Metrópole da Amazônia reforça a importância da preservação das nossas UCs. A presença dessa ave raramente avistada é um forte indicativo da qualidade ambiental da região e do trabalho contínuo do Ideflor-Bio para proteger a biodiversidade paraense. Além disso, esse tipo de descoberta fortalece o ecoturismo e a educação ambiental, despertando ainda mais o interesse pela conservação da nossa fauna e flora”.
Texto: Sinval Farias com a supervisão de Vinícius Leal (Ascom/Ideflor-Bio)