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Adepará visita Austrália em busca das melhores referências de identificação individual de bovinos do mundo

As etapas de implantação do programa estão previstas para iniciar em julho e finalizarão em dezembro de 2026, com a identificação de todos os bovídeos do Pará

Por Ivana Barreto (EMATER)
03/05/2024 16h40

Para que o Estado do Pará tenha o melhor, o mais moderno e eficiente programa de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos, a Direção-Geral e a Equipe técnica da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ) executam uma uma série de visitas a frigoríficos, empresas e Departamentos de Defesa Agropecuária da Austrália, considerado detentor de um dos mais desenvolvidos e operacionais sistemas de identificação individual do mundo. As visitas iniciaram na última segunda-feira, 29, e foram concluídas nesta sexta-feira, 3. As visitas incluíram as cidades de Toowoomba, Brisbane e Queensland. 

"É um momento muito importante em que temos a oportunidade de conhecer as principais diretrizes de um dos melhores programas de rastreabilidade do mundo, e assim possamos construir no Estado um sistema que seja eficaz e efetivo, gerando emprego e renda, e contribuindo para abertura de mercados e desenvolvimento da produção pecuária paraense", destaca o diretor-geral Jamir Macedo. 

As primeiras visitas ocorreram no frigorífico JBS, empresa mundial, e no Departamento de Agricultura e Pesca do Estado de Queensland, onde a comitiva da Agência de Defesa conheceu todas as estratégias e operações utilizadas por eles para identificar o rebanho, exportados de outros países, exigindo que o trabalho seja eficiente.  

A fábrica Allflex, que é uma das maiores fornecedoras de brincos e equipamentos utilizados na identificação dos animais, também esteve no cronograma da comitiva, visita essencial para que a Agência de Defesa, que será responsável por todo o processo de rastreabilidade, possa conhecer os materiais e qualidades dos brincos utilizados no país, e assim implantar um programa de excelência no Estado. 

A comitiva, formada pelo Diretor Geral, Jamir Macedo, presidente do Conselho Gestor do Programa, o diretor de defesa e inspeção animal Josino Santos, o diretor administrativo e financeiro, Jefferson Oliveira e o gerente de inteligência, José Roberto, responsável pelo desenvolvimento do software que será base da rastreabilidade, também acompanharam um tradicional leilão de gado que acontece na cidade de Brisbane, e conheceram na prática, todo o processo de rastreio próprio que a propriedade rural possui, desde a chegada dos animais, o trabalho desenvolvido com eles no local e a saída da propriedade. 

As visitas encerraram com uma reunião na Empresa Ceres, onde conheceram um dispositivo de identificação desenvolvida pela própria Empresa, que envia sinais GPS mostrando as áreas percorridas pelo animal, visando aumentar a eficiência da produção, gestão da propriedade e rastreabilidade. Em breve, a empresa inicia os testes no Brasil, onde possui filiais.

E para concluir a verificação da última etapa do processo de rastreabilidade desenvolvida na Austrália, a comitiva esteve em um confinamento, estabelecimento frigorífico e na propriedade MT Brisbane, nos quais tiveram a oportunidade de acompanhar a aplicação dos brincos, conhecer quais os tipos utilizados, assim como os materiais do processo. Na propriedade, houve a demonstração de como as informações de identificação são carregadas nos sistemas do Ministério da Agricultura do país e da propriedade e os procedimentos de aplicação dos identificadores individuais, acompanhado o processo em todas as fases, da cadeia, desde a produção do animal, seu trânsito e até o abate. 

“Nossas visitas foram extremamente produtivas, pois além da composição estrutural do programa, não podemos esquecer o elemento principal que é o item brinco ou o boton que será aplicado no animal, com essa experiência conseguimos ver de maneira ampla todas as fases da produção, materiais utilizados para elaboração e a qualidade dos produtos que serão aplicados nos animais, além da identificação”, concluiu o diretor-geral. 

Detentor do segundo maior rebanho do Brasil, com mais de 26 milhões de animais, o objetivo das visitas foi conhecer os melhores programas mundiais e assim elaborar um projeto para o Estado obtenha um controle efetivo do trânsito de cada animal pelo território paraense, tornando-se referência nacional.  

Rastreabilidade Bovídea paraense

O processo do programa de identificação individual é coordenado pela Agência de Defesa Agropecuária, que já desenvolveu o sistema que vai ser a base de execução do programa. 

A equipe de sistemas desenvolveu módulos específicos que serão executados por meio do Sistema de Gestão Agropecuária (Sigeagro) da ADEPARÁ, e que visa atender às necessidades da Agência, das demais instituições que integram o Programa, e principalmente do produtor rural, que poderá acessar e lançar suas informações por qualquer dispositivo móvel, oferecendo autonomia e funcionalidade de gestão. 

O Plano será dividido em três fases, começando pelos municípios com os maiores rebanhos, sudeste do Estado e finalizando no Arquipélago do Marajó, região mais específica.

As etapas de implantação do programa estão previstas para iniciar em julho, e finalizarão em dezembro de 2026, com a identificação de todos os bovídeos do Estado. 

O programa é uma iniciativa do Governo do Estado, vinculado aos demais programas ambientais, e visa a preservação da cadeia da pecuária em todas as suas fases, da produção à comercialização, além de garantir o desenvolvimento da cadeia pecuária e a qualidade do rebanho, promovendo sustentabilidade e aumentando a produtividade e renda dos produtores.