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CUIDADO E ORIENTAÇÃO

Por meio do CETEA, Estado realiza primeira edição do 'Treinamento Parental' aos cuidadores de pessoas com TEA

O treinamento possibilita a estimulação de habilidades e objetivos traçados no Plano Terapêutico Singular dos usuários com extensão das terapias realizadas com os profissionais, para o ambiente familiar

Por Pallmer Barros (CIIR)
03/04/2024 17h22

O Governo do Estado, por meio do Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (CETEA), em Belém, gerenciado pelo Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), ininiciou nesta quarta-feira, 3, o "Treino Parental", que busca orientar os pais/cuidadores quanto as intervenções terapêuticas realizadas nos atendimentos, como é o caso da terapia ABA (Applied Behavior Analysis) que traduzida para o português significa Análise do Comportamento Aplicada. A técnica possibilita a estimulação de habilidades e objetivos traçados no Plano Terapêutico Singular (PTS) dos usuários, no ambiente familiar, sendo a participação da família necessária para a extensão das terapias realizadas com os profissionais.

"Os acompanhantes podem aplicá-la no dia a dia, em casa, com os filhos para que a terapia possa ter sua extensão e não fique restrita somente no Cetea. Às vezes, a criança realiza a terapia e consegue fazer as atividades propostas aqui na instituição. Mas, quando chega em casa, se ela não tem esse suporte para aplicação do ABA, como vai replicar isso a outros ambientes além da terapia? Então, é muito importante que o reabilitando tenha com os pais essa interação para que a manutenção seja realizada", explica João Victor, psicólogo e terapeuta parental que conduz a atividade. 

Segundo o profissional, o Treino Parental é divido em duas modalidades: sendo um Prático e outro Teórico. "O Treino Teórico tem o objetivo de garantir aos pais e cuidadores o embasamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), práticas baseadas em evidências científicas que são princípios básicos do ABA e manejo de comportamentos inadequados, para que eles tenham participação ativa nas intervenções e embasamento para o treino prático com os filhos", detalhou.

João Victor pontua que a ação de educação em saúde também possibilita a socialização entre os pais/cuidadores, pois enquanto os filhos realizam as terapias, os responsáveis estão reunidos em atividades e treinamentos.

"Para contribuir com o aprendizado e promover socialização também entre os pais, ter este momento é maravilhoso, porque otimiza o tempo de espera com algo que vai ser benéfico ao acompanhamento dos filhos".

Com a participação da equipe multiprofissional quando necessário, encontros semanais serão realizados de acordo com um cronograma de temas propostos, fazendo parte do primeiro ciclo que seguirá até o mês de junho; o segundo ciclo inicia em julho deste ano. 

Rosilda Barbosa, de 48 anos, foi uma das mães que participou deste primeiro dia e detalhou a evolução no tratamento do filho, Huberto Barbosa, 15 anos, e com o complemento do aprendizado, planeja mais progresso ao rapaz.

"Em apenas dois meses, já notamos uma evolução no meu filho. Começou a ter segurança, espontaneidade e a ter dinamismo, pois ele era muito apático, principalmente na parte social. Hoje, melhorou bastante e como estou aprendendo o conteúdo das terapias, ele com certeza vai progredir ainda mais no quadro clínico", almeja.

Serviço: O CIIR/Cetea é um órgão do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Cetea funciona na Rua Presidente Pernambuco, nº 489, bairro de Batista Campos, em Belém.

Texto com a colaboração de Tarcísio Barbosa (Ascom CIIR)