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Com o apoio da Emater, agricultores paraenses realizam sonho de empreendimentos

Empresa atende mais de 50 mil famílias em todo o Pará com assistência técnica e trabalho social

Por Governo do Pará (SECOM)
10/03/2023 11h15

Presente fisicamente em todos os 144 municípios do Pará e no cotidiano de lotes, sítios e fazendas, em pequenos e médios agronegócios, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) humaniza políticas públicas e ajuda homens, mulheres, famílias e comunidades inteiras a concretizar sonhos, em jornadas individuais e coletivas de superação.

De acordo com o relatório institucional de atividades, são mais de 50 mil famílias atendidas regularmente, sob diretrizes além das ciências agrárias e biológicas: o trabalho social, pelo qual as pessoas são ouvidas e compreendidas em seus planos de vida, ajudando a nortear a elaboração dos projetos e o encaminhamento. 

“A Emater não é o governo de forma cartesiana: digamos que seja uma expressão do governo com sentimento. O que o técnico da Emater cria com o agricultor é uma relação de confiança e amizade e isso propicia a troca de conhecimento, a difusão de tecnologias e a adesão à pertinência dos projetos”, afirma o técnico agrícola Paulo Henrique Santos, chefe do escritório local de Bannach, na região do Araguaia. 

Evolução - Um desses beneficiários é Donizeth Costa, de 40 anos, assentado da reforma agrária de Bannach, para quem a Emater representa mais do que a atuação do Governo do Estado, significa “uma mão amiga, quando nenhuma outra se estende”, emociona-se. 

São cerca de 15 anos de atendimento direto em cerca de 200 hectares de pecuária dentro do assentamento federal Jacira II (Sítio Boa Esperança) e na Região das Muriçocas (Sítio Muriçoca), áreas nas quais funciona o Laticínio Paraíso: a infraestrutura compreende 400 cabeças de gado cruzado (raças nelore, simental e suíça), 500 litros de leite por dia, 18 toneladas de muçarela especial por mês e uma folha de pagamento próxima de R$ 500 mil. 

Com a sucessão de quatro contratos de crédito rural do Banco do Brasil (BB) que juntos somam mais de R$ 400 mil, repasse intermediado pela Emater, e mais inovações e adaptações no sistema, tais quais ordenha mecânica e diversificação de potenciais, o agricultor evoluiu de uma situação de pobreza para o status de patrimônio milionário.

“O início é difícil, comecei de baixo, com bastante dificuldade financeira, e a continuidade não deixa nunca de ser difícil porque empreender representa burocracias de alto custo, documentação, escoamento, circulação. É fundamental a parceria do Governo do Estado para que consigamos”, destaca.

Na tradição de agricultura familiar, toda a família converge: a esposa Lucélia Silva, 37, e os filhos Pedro Henrique, 21, Mateus, 19, Ana Carolina, 18, e Ana Beatriz, 14, compartilham o gerenciamento, as dinâmicas de produção, o marketing e as vendas. 

Para Souza, um sonho realizado impulsiona novos sonhos maiores: “Agora é pensar em franquear uma rede de lojas com nossos produtos em nível de Cooperativa mesmo, já que estamos ampliando com variedades como o parmesão e a manteiga;  fortalecer multimarcas da região e orientar meus filhos na herança de gestão”, articula. 

Rede de apoio - O presidente da Emater, Joniel Abreu, acredita que é viável reforçar a visão sobre o agricultor familiar no cenário do agronegócio e na perspectiva de que a Emater faz parte de uma rede de apoio motivadora e protetora da agricultura familiar: “O agricultor é, sim, um empresário, e temos que pensar nas atividades rurais como empreendimentos”, considera. 

O gestor analisa que, na integração das políticas públicas, o resultado não é assistencialista, e sim, social: “É preciso pensar em faturamento, em lucro, em contabilidade, em insumos e investimentos porque isso repercute na sustentabilidade dos negócios e, ainda, no abastecimento das cidades e no giro da roda de socioeconomia”, explica. 

Texto: Aline Miranda/Ascom Emater