Fapespa busca atingir recorde de investimentos em projetos de Ciência, Tecnologia e Inovação

06/05/2022 18h53 - Atualizada em 10/05/2022 20h40

No primeiro quadrimestre de 2022, a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), um dos principais braços da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), investiu cerca de R$ 10 milhões em apoio aos mais diversos projetos voltados a diversas áreas do conhecimento e que buscam soluções para grandes desafios enfrentados pelo Pará, como sustentabilidade, equilíbrio econômico e social, etc. A expectativa é de que, até o fim deste ano, a entidade empenhe um total de R$ 70 milhões nesse tipo de fomento em Ciência, Tecnologia e Inovação.

O atual presidente da Fapespa, o professor Marcel Botelho, conta que a Fundação recebeu incrementos orçamentários a cada ano por parte do governo estadual. "O impacto da pandemia na área de Ciência, Tecnologia e Informação foi dramático no Brasil todo, mas aqui não. Nosso orçamento para apoio cresceu. Saímos de R$ 3,8 milhões em 2018 para R$ 41 milhões em 2021 e deveremos chegar a R$ 70 milhões até dezembro deste ano", detalha.

Presidente Marcel BotelhoPara se ter uma ideia da presença, direta e indireta da Fundação, há, por exemplo, o apoio a projetos que querem mitigar consequências do efeito estufa, ou que contribuem com o fortalecimento da agricultura familiar, do desenvolvimento sustentável - que por sua vez compõe todo o escopo do "Amazônia Agora", política estadual que estruturou a agenda de meio ambiente e economia rural para curto, médio e longo prazo. 

"Diferente de outras fundações de amparo, temos estudos próprios, como o boletim da mineração, do agronegócio, notas técnicas sobre cacau, etc, estudos que produzimos e oferecemos ao estado - alguns obrigatórios por lei. Produzimos informação qualificada no tempo adequado para a tomada de decisão, tanto dos gestores, como também para o acompanhamento da população", destaca Botelho.

AMZ - O Sistema de Certificação Amazon (selo AMZ) é um dos projetos apoiado pela Fapespa, e visa fomentar políticas que expressem valores, condutas e procedimentos estimulantes ao contínuo aperfeiçoamento dos processos empresariais, por meio da identificação das empresas comprometidas com as boas práticas ambientais, como a utilização de tecnologias e metodologias limpas, reciclagem e geração de impactos sociais positivos. Assim, o projeto busca alinhar valores econômicos com a preservação da biodiversidade amazônica.

Marcel Botelho ressalta que a iniciativa bate com uma meta do próprio governo do Estado de priorizar equilíbrio entre conservação e produção. "Conservação pela conservação não traz a segurança alimentar, produção sem conservação não garante elementos que a sustente. Essa é uma fala frequente do governador Helder Barbalho, baseada em Ciência", afirma.

Thais BragaThais Braga é coordenadora do AMZ, projeto institucional que nasceu na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e já chegou a quatro municipios promovendo certificação ambiental de diversas cadeias produtivas da agricultura familiar de forma 100% gratuita. 

"A Fapespa acreditou, nos deu subsídio para chegarmos a esses locais. A agricultura familiar sem certificação fica restrita às feiras locais e parceria com prefeitura. A gente mapeia, mostra para onde e como ampliar esse escoamento do produto certificado, orgânico, sustentável, e tudo isso agrega valor na hora da venda", justifica Thais.

Por Carol Menezes (SECOM)