Mulheres debatem integração para ampliar políticas públicas

No segundo dia do evento as participantes também discutiram o enfrentamento à violência

30/11/2021 21h40 - Atualizada em 01/12/2021 09h47

No segundo dia da VI Conferência Estadual dos Direitos da Mulher, promovida pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), os participantes fizeram diagnósticos das conferências municipais e revisaram o plano de políticas públicas. A terça-feira (30) foi dedicada ao debate de práticas intersetoriais e parcerias sólidas com outras organizações que atendem mulheres em situação de violência, além das políticas de enfrentamento à violência. O evento reúne 350 mulheres, das 12 regiões de Integração do Pará.

Márcia Jorge, coordenadora de Integração de Políticas para as Mulheres, da Sejudh, informou que a descentralização de políticas públicas torna o compartilhamento de responsabilidades crucial para o desenvolvimento das ações para as mulheres. “É um processo de integração de Estado e sociedade, dada a abertura de vias para a participação da sociedade civil na execução dessas políticas”, explicou.

Marcia Jorge é coordenadora de Integração de Políticas para as MulheresA coordenadora disse que a programação da Conferência engloba diversas atividades. “O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher fez a apresentação das ações. Houve também aprovação do regimento interno e as revisões para o Plano Estadual de Políticas para as Mulheres, com proposições atualizadas e refletindo o Estado do Pará dentro da sua atualidade”, acrescentou Márcia Jorge.

Representantes da comunidade LGBTQIA+ também participaram, expondo suas visões sobre políticas públicas para mulheres. Segundo Lana Larra, “a realidade de nós, mulheres trans, é ruim, porque o mercado de trabalho não nos contrata. São nesses espaços de Conferências de mulheres que devemos expor nossas necessidades enquanto mulheres transexuais e travestis, trazendo nossas demandas e nossas inquietações dentro desses nesses espaços de construção de políticas públicas”, ressaltou.

Eixos temáticos – As participantes também debateram a revisão do Plano Estadual de Políticas para as Mulheres, autonomia econômica e igualdade no mercado de trabalho, inclusão digital, educação, cultura, mídias igualitárias e democráticas, saúde, enfrentamento à violência e participação das mulheres nos espaços de decisão.

Lílian Braga,promotora de Justiça, proferiu palestraA palestrante Lilian Braga, promotora de Justiça do Pará, destacou que para as políticas públicas alcançarem maior efetividade, as mulheres precisam deixar de ser “invisibilizadas”. “Na nossa realidade relacional temos espaços a serem vencidos, onde o machismo ainda é o rei da história. Uma das grandes estratégias que devem ser pensadas é como vencer o machismo, para além do sexismo e da misoginia, o que realmente tira a possibilidade de o outro perceber que as mulheres existem”, disse Lilian Braga.

As propostas apresentadas na VI Conferência vão contribuir para aprimorar as políticas públicas para as mulheres no Pará.

A Conferência foi organizada pela Coordenadoria de Integração de Políticas para as Mulheres (CIPM), vinculada à Diretoria de Cidadania e Direitos Humanos, em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres. O encontro contou com a parceria da Fundação Cultural do Pará (FCP), que cedeu o espaço para a realização do evento.

Texto: Ascom/Sejudh

Por Governo do Pará (SECOM)