Competidores paraenses da bocha são favoritos para medalhas nas Paralimpíadas Escolares

Um dos destaques na busca por um lugar no pódio é o estudante Lauã Nascimento, do município de Benevides

25/11/2021 20h26 - Atualizada em 26/11/2021 01h09

Paratletas paraenses estão em São Paulo (SP) participando das Paralimpíadas Escolares 2021. O estudante Lauã Nascimento, que tem deficiência intelectual e compete pelo município de Benevides (na Região Metropolitana de Belém), é um dos favoritos para estar nas finais da modalidade bocha e garantir medalha ao Estado.

Lucilene Nascimento, mãe de Lauã, ressalta a importância do esporte na vida do filho, e para toda a família. "Ele não sabe viver sem a bocha, e eu o acompanho. Tem três anos que ele pratica a modalidade. Ano passado não viemos para a competição por conta da pandemia. Essa é a segunda vez que ele veio competir. Sinto muito orgulho do meu filho. Jamais pensei que ele ia chegar aonde estamos hoje", conta.A delegação paraense está confiante no bom desempenho dos paratletas nas disputas da bocha

Aluno da Escola Municipal José Leôncio, Lauã tem a ajuda de muitas pessoas, por meio de contribuições pela internet (vaquinha on-line), para arrecadar recursos para a participação na competição.

A bocha reúne cadeirantes e pessoas com deficiência intelectualCoordenador de Esportes Escolares da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e chefe da delegação paraense nas Paralimpíadas, Marcley Lima explica que, além de cadeirantes, praticam a modalidade pessoas com deficiência intelectual. O Pará está representado na bocha por três atletas com muitas chances de medalha. "Somos muito fortes ali. Vamos aguardar os resultados para podermos visualizar as finais”, informa.

Johans Macedo da Silva é técnico da delegação estadual e acompanha os paratletas na viagem. "Vai muito além do esporte. A gente busca muito a independência desses atletas. Trabalhamos a autoestima deles, e é gratificante poder contribuir para que eles saibam de suas capacidades. O esporte é um meio que pode mudar algo. Transforma a deficiência em potencial", garante.

Por Carol Menezes (SECOM)