Hospital de Clínicas discute reabilitação e saúde em simpósio científico

20/10/2021 16h12 - Atualizada em 20/10/2021 17h21

Os desafios dos profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia no cuidado de pacientes com doenças cardíacas, renais e mentais durante a pandemia de Covid-19 estão no centro dos debates do “I Simpósio de Reabilitação no Contexto Hospitalar”, promovido pela Fundação da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC). 

A programação iniciada nesta quarta-feira (20), segue até esta quinta-feira (21) com a apresentação dos casos de sucesso, das inovações e tecnologias aplicadas ao tratamento dos usuários do Hospital nas três especialidades centrais e os impactos de cada iniciativa em um ambiente de cuidados integrados e multiprofissionais e de descobertas assistenciais motivadas pela necessidade de cuidados durante a pandemia.       

“Hoje, estamos compartilhando as experiências vividas naqueles momentos de dificuldades em que nossos profissionais desenvolveram soluções por vezes simples, por vezes complexas para a reabilitação e o conforto dos pacientes e familiares. É também uma oportunidade despertar não apenas o interesse pelo aprimoramento técnico constante, mas também mostrar como essas iniciativas são um diferencial na assistência e na formação acadêmica”, detalhou Cláudia Fragoso, fisioterapeuta chefe do serviço de reabilitação no HC. 

Em busca desse conhecimento, a estudante Luana Lima, de 24 anos, acompanhou o primeiro dia de apresentações do Simpósio. Para ela, cada palestra era um complemento para a rotina de estudos do curso de fisioterapia. “Todas as universidades oferecem uma base teórica dos cursos e esse tipo de evento é importante para agregar conhecimento, para termos noção do que é a prática e do que há de novo em cada área. Isso nos prepara para o futuro que vamos encontrar em breve”, conta a jovem estudante.  

Diretora assistencial no Hospital de Clínicas, Alessandra Leal destacou a realização do Simpósio para o fortalecimento de práticas humanizadas e integradas na assistência. “Em um serviço de alta e média complexidade, devemos estar cada vez mais preocupados em como estamos cuidando desse paciente e entregando ele para a família. Cada especialidade tem seu papel, mas precisamos estar unidos pelo mesmo objetivo que o cuidar porque a cura será consequência desse processo”, frisou a gestora.  

A programação do Simpósio segue até esta quinta-feira (21), no auditório do Hospital de Clínicas, com palestras direcionadas para as áreas de Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia envolvendo temas como inserção do regionalismo alimentar como estratégias terapêuticas; possibilidades terapêuticas ocupacionais junto ao paciente em crise psíquica, além de outros cinco tópicos. 

Por Marcelo Leite (HC)