Bio-business Amazônia quer promover negócios e incentivar a bioeconomia

Ao promover o evento, com uma rede de parceiros, o Pará fortalece uma política de Estado que valoriza as vocações econômicas tradicionais

19/10/2021 22h40 - Atualizada em 20/10/2021 00h05

Governador Helder Barbalho ressaltou o potencial de desenvolvimento da bioeconomiaO governador Helder Barbalho participou, na noite desta terça-feira (19), do Bio-business Amazônia, evento associado ao Fórum Mundial de Bioeconomia. O encontro teve como objetivo conectar representantes dos setores da produção, mercado, inovação, investidores, cooperação internacional, sociedade civil e governos para discutir e identificar oportunidades de negócios e impulsionar o desenvolvimento contínuo da bioeconomia paraense e de outros pontos da Amazônia.

“O Pará está de portas abertas, com uma política não de um governo, mas uma política de um Estado que escolheu agregar as suas vocações tradicionais. E, com certeza, o caminho da bioeconomia vai fazer o nosso Estado crescer, se desenvolver e ser exemplo para o Brasil e referência para o mundo”, enfatizou o governador.

A iniciativa é promovida pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e do Instituto de Terras do Pará (Iterpa); pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia); pela Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Círculo virtuoso - Durante o evento, o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará, Mauro O’de Almeida, ressaltou a construção da estratégia de bioeconomia do Estado. “O Pará, como síntese dos desafios da Amazônia Legal, é naturalmente um líder para inspirar a resolução dos problemas da Amazônia. A concretização da estratégia estadual de bioeconomia é o primeiro passo para se trilhar um círculo virtuoso de desenvolvimento socioeconômico sustentável e incluso para o Estado do Pará”, reforçou.Titular da Semas, Mauro O’de Almeida

O Bio-business Amazônia também contou com a presença de integrantes das embaixadas da Alemanha, Noruega e França, e da Comunidade Econômica Europeia.

Diretora de Projetos da GIZ, Tatiana Balzon disse que o Bio-business serve como um “catalizador de oportunidades, no qual diferentes atores das cadeias de valor da bioeconomia possam encontrar sinergias e agendas em comum em prol da floresta em pé e de mais oportunidades de negócios”.

Resultados - Para proporcionar intercâmbio de informações e criação de network entre convidados e inscritos, cada rodada de talks (palestras específicas) terá três painelistas de diferentes setores - produção, mercado, pesquisa e inovação aplicadas, investimento e financeiro.

Como resultados do evento, será criada a Rede Bio-business Amazônia, cuja finalidade é estabelecer um intercâmbio permanente para a identificação de oportunidade de negócios e o desenvolvimento da bioeconomia no Pará e na Amazônia, e instituído o Bio-business como evento anual permanente no Pará e, eventualmente, em outros estados amazônicos.

O diretor de Políticas Públicas e Desenvolvimento Territorial do Ipam, Eugênio Pantoja, frisou que são muitos os desafios “para consolidar a bioeconomia no Pará e na Amazônia como alternativa aos desmatamentos, para manter as florestas, contribuir com o equilíbrio climático e, sobretudo, promover o desenvolvimento humano. Com o evento, buscaremos identificar soluções”.

Ao final, houve um momento cultural com apresentação do cantor e compositor paraense Nilson Chaves, com a participação especial da cantora e compositora Lia Sophia.

Por Bruna Brabo (SEMAS)