Emater integra comissão intergovernamental para monitoramento da sanidade do pescado

Representantes de instituições e entidades atuantes no oeste do estado têm se reunido para a execução de um plano de trabalho que rastreie a origem do pescado

13/10/2021 12h36 - Atualizada em 13/10/2021 14h39

Plano de trabalho para rastreamento do pescado envolve reuniões com pescadores e demais trabalhadores do segmento da pescaO escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), em Santarém, e representantes de cinco instituições públicas municipais, estaduais, federais e uma ONG, que atuam no município do oeste do Pará, vêm realizando desde setembro uma série de reuniões com pescadores, produtores de pescado e comerciantes, com o objetivo de executar um plano de trabalho voltado para o rastreio da origem de todo o pescado comercializado nas feiras e mercados de Santarém.

Até agora já foram realizadas reuniões com empresários que trabalham com importação de pescado e visitados dois importantes pontos de comercialização na orla do município: a Feira do Peixe, comandada pela Colônia de Pescadores e a Feira do Mercadão 2000, onde também foram realizadas reuniões para o esclarecimento sobre o plano e executadas ações para o monitoramento da origem do pescado, como explica Luciane Soyan Moura, Engenheira de Pesca que atua no escritório regional da Emater em Santarém.

“A Emater vem contribuindo com a elaboração do Plano de Trabalho, e vai continuar participando dando apoio ao preenchimento dos formulários, nas palestras, cursos, orientações sobre boas práticas de manuseio e também vai prestar informações sobre o acondicionamento do pescado entre outras orientações que tem o objetivo a garantia de um produto de qualidade, em boas condições de higiene”, explica a engenheira da Emater.

Entre os dados coletados, com a finalidade de se determinar a origem do pescado para a identificação e ações preventivas, em casos associados à síndrome de Haff (também conhecida como “doença da urina preta”), estão o local de pesca do produto e o local de venda. Em relação à sanidade, são avaliados a água e o gelo do local de armazenamento.

Ainda não existe confirmação dos agentes causadores da Síndrome de Haff, mas pelos sintomas que ela apresenta, uma possibilidade é o consumo de pescado contaminado por toxinas, por isso a preocupação com as boas práticas no manuseio e armazenamento do produto.

Pouco mais de um mês depois do surgimento da primeira pessoa apresentando os sintomas da doença no Estado, existem hoje 22 casos suspeitos da doença de Haff no Pará, nove deles em Santarém.

Todos os casos suspeitos estão associados ao consumo de peixes oriundos da pesca e nenhum caso relacionado a peixes de cativeiro foi registrado até o momento.

Além da Emater, outras seis instituições compõem a comissão para o monitoramento da origem do pescado comercializado em Santarém:  a Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca (Semap), responsável pela convocação das reuniões; a Ong Sapopema, criada por servidores funcionários e alunos da Universidade Federal do Pará; a Empresa Brasileira de Pesquisa a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), Instituto Federal do Pará (IFPA) e a Agência de Defesa Agropecuário do Pará (Adepará).

Com 101 anos de história, a Colônia de Pescadores Z- 20, de Santarém, reúne atualmente cerca de 12 mil pescadores associados, 6 mil ativos. Parte desses pescadores é público atendido pelo escritório local da Emater que atua com orientações para o acesso a políticas públicas e na elaboração de Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAP).

“No nosso dia a dia, participamos de reuniões relacionadas aos diversos temas que incluem essa classe, e atuamos na elaboração de projetos, orientações, enfim atendemos conforme a necessidade deles e dentro do que compete a nossa área de atuação”, conclui Luciane Soyan.

*Texto de Etiene Andrade ( Ascom – Emater).

Por Governo do Pará (SECOM)