Com apoio da Emater, famílias da etnia Munduruku recebem recursos para impulsionar produção de farinha

Todas as famílias foram capacitadas na produção dos derivados da mandioca pelas equipes da Emater, da Secretaria Municipal Indígena e de Agricultura, Funai, Senar, e do Sindicato do Produtores do município

13/10/2021 11h44 - Atualizada em 13/10/2021 11h56

Com a expectativa de melhorar a produtividade da farinha de mandioca em 80% até o fim do ano, 75 famílias de 11 aldeias da etnia Munduruku, em Jacareacanga, sudoeste paraense, foram contempladas com recursos do programa Fomento, por meio do Ministério da Cidadania. Os projetos para a viabilização do benefício, que se trata de transferência não-reembolsável às famílias, foram elaborados pelos técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), que também realizam o acompanhamento social e produtivo dos investimentos.

Já foi iniciada a fase de liberação da primeira parcela de R$ 1.400,00, para cada família, o que totaliza R$ 105 mil em recursos. Está prevista a segunda parcela no valor de R$ 1.000,00 por família, ou seja, um total de 75 mil. O montante do investimento, então, chega a R$ 180 mil. Os produtores beneficiados pertencem às aldeias Boca das Tropas, Muiuçuzão, Muiuçuzinho, Lago do Junco, Nova Tapajós, Jacarezinho, Buritituba, Piquiá, Biorebu, Kirixi Biaybu, e Najau.

“Com esses investimentos estão sendo adquiridos equipamentos das casas de farinha das aldeias, como forno, catitu-ralador com motor, peneiras, caixas para armazenamento de água de 1.000 litros e 500 litros, motor-bomba com mangueira, confecções de prensas para massa de mandioca, e ainda acessórios como bacias e baldes. Além disso, alguns irão comprar pinto-caipirão e ração. Isso irá melhorar a produção e a qualidade das farinha deles em até 80% até dezembro”, explicou o técnico em agropecuária da Emater, Raimundo Delival Batista, chefe do escritório local em Jacareacanga.

Todas as famílias foram capacitadas na produção dos derivados da mandioca, desde o mês de março, pelas equipes da Emater, da Secretaria Municipal Indígena e de Agricultura, Fundação Nacional do Índio (Funai), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e do Sindicato do Produtores do município.

Em sua área de atuação, a Emater trabalha pelo acesso por parte dos grupos atendidos às várias políticas públicas disponíveis para o meio rural paraense, valorizando a realidade local e as potencialidades regionais.  Integram esse grupo agricultores familiares, silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, povos indígenas, integrantes de comunidades remanescentes de quilombos rurais e demais povos e comunidades tradicionais.

 Texto: Paula Portilho/Ascom Emater

Por Luana Laboissiere (SECOM)