Sespa lança manual com orientações para alimentação por sonda em domicílio

Com as informações, a administração terapêutica pode ser feita de forma correta e sem riscos de contaminação

17/09/2021 20h43 - Atualizada em 18/09/2021 01h24

A Coordenação Estadual de Nutrição, da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), lança o Manual de Cuidados na Terapia Nutricional Enteral em Domicílio direcionado a pacientes que tiveram alta hospitalar e permanecem se alimentando por sonda em casa. O documento não exclui a orientação profissional, porém possui uma série de instruções e orientações, servindo de complemento para que a administração terapêutica seja feita da forma correta e sem riscos de contaminação.

Walkíria de Moraes, que está à frente da coordenação estadual, explica que o Manual é inédito no Pará, e preenche uma lacuna há muito tempo percebida pela Saúde Pública, que fornece fórmula nutricional em alguns municípios para pacientes que dependem da alimentação enteral. "Começamos a observar a necessidade de criar um material para que os profissionais de Nutrição da Atenção Primária pudessem fornecer a esses usuários, que carecem de cuidados especiais", informa. 

Walkiria Moraes, responsável pela Coordenação Estadual de NutriçãoA alimentação por sonda no nariz ou ostomizada diretamente no estômago ou intestino do paciente é necessária quando, por alguma condição, ele não consegue obter pela via oral o mínimo de nutrientes diários necessários. "Eles recebem inicialmente a terapia em âmbito hospitalar, e quando vão para casa precisam adquirir essa dieta especial. Então, saem com orientações para a produção de uma dieta artesanal ou caseira, constante do Manual, ou industrializada, que é considerada de alto custo", ressalta a gestora. 

Ainda segundo Walkíria de Moraes, o documento vai sanar muitas dúvidas de usuários e seus familiares. "Diminuindo o risco de contaminação, a alimentação é melhor administrada e evita consequências desagradáveis, como vômitos e diarreia. Ajuda, ainda, a entender a melhor maneira de administrar medicamentos que podem interferir na absorção de alguns nutrientes. É válido reforçar que nada disso substitui a necessidade de acompanhamento profissional. O Manual é, na verdade, uma complementação, para que o paciente permaneça assistido em casa", acrescenta.

Por Carol Menezes (SECOM)