Segup promove oficinas para gestores da Segurança Pública em Parauapebas e Canaã dos Carajás

A atividade visa à elaboração do Plano de Ação Integrada TerPaz, para gestão das Usinas da Paz que serão entregues nos dois municípios

15/09/2021 21h52 - Atualizada em 15/09/2021 23h16

O Gabinete de Gestão Operacional (GGO), da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), que atua dentro do programa estadual Territórios pela Paz (TerPaz), ofereceu nesta quarta-feira (15) oficinas para as forças de segurança pública dos municípios de Parauapebas e Canaã dos Carajás, na região Sudeste, que receberão, ainda neste semestre, Usinas da Paz (UsiPaz).

As palestras, realizadas no auditório do 23º Batalhão de Polícia Militar, em Parauapebas, visaram à construção do Plano de Ação Integrada TerPaz. O plano define a atuação de cada órgão do sistema de segurança na UsiPaz,  e leva em consideração o estudo dos índices de violência de cada município, da escuta da rede local e dos agentes das forças de segurança no município.Os participantes da oficina vão definir a atuação de cada órgão do sistema de segurança na UsiPaza à Segup, foi apresentada a metodologia para elaboração do plano, que estabelece três vertentes: Repressão Qualificada, Prevenção Policial e Defesa Social.

Os itens são relacionados aos indicadores de crimes de maior ocorrência específicos em cada município, informou o coordenador do GGO/Segup, Luciano Oliveira. “Com essa oficina colhemos as experiências, percepções e as indicações de necessidades e de ações dos gestores de segurança pública. A partir daí, construímos um plano de ação que contempla essas indicações e outros pontos que acreditamos ser relevantes, de acordo com as diretrizes macro da política pública Territórios pela Paz”, ressaltou o coordenador.Luciano Oliveira, coordenador do Gabinete de Gestão Operacional

Após a elaboração do plano, o material deve retornar às instituições com as ações definidas, para que cada uma defina como colocar em prática. O GGO fará a avaliação e o acompanhamento dos processos. “Vamos analisar os índices de criminalidade das áreas, sempre comparando com períodos anteriores, que são usados como referência. O Gabinete vai reunir e buscar correções, realinhamentos e aprimoramentos, até que se tenha a tão esperada redução dos índices de criminalidade nessas áreas”, frisou Luciano Oliveira.

Trabalho integrado – À tarde, as equipes divididas em três grupos se dedicaram à elaboração do plano, apontando fatores de influência, ações, locais, responsáveis e recursos para solução dos problemas. O coordenador das oficinas e da Diprev, coronel CBM Helton Morais, reforçou a participação das forças locais para a criação da matriz de ações que complementará a ação social dentro das diretrizes do TerPaz. “Nós não trouxemos a pedra fundamental da resolução dos problemas. Nós estamos apresentando apenas uma ferramenta metodológica. O conteúdo é dos agentes. Dessa forma, eles se apropriam da problemática local, propondo as soluções, e nós ofertamos o suporte, inclusive logístico, para isso”, disse o coronel.

Para o comandante do 17º pelotão da Polícia Militar em Canaã dos Carajás, 1º tenente Rafael Guimarães, a integração entre as forças é o grande diferencial. “Trata-se de uma integração institucionalizada, e não apenas uma integração entre o delegado, comandante dos Bombeiros e o comandante da Polícia Militar”, acrescentou.As oficinas preparam os municípios para as UsiPaz

Ainda na busca da integração, o plano prevê a ação conjunta de órgãos que não estão diretamente ligados ao combate à criminalidade. Lotado em Parauapebas, o agente de trânsito Max Rodrigues ressaltou a importância da iniciativa. “Apesar de não estarmos ligados diretamente ao combate à criminalidade, podemos, sim, ser um braço da própria Polícia Militar e da Polícia Civil, uma vez que estamos nas ruas para coibir as ações voltadas ao crime de trânsito, mas também identificando ações criminosas e acionando os órgãos competentes”, disse o agente de trânsito.

A Usina da Paz é um projeto elaborado pelo Governo do Pará e coordenado pela Secretaria Estratégica de Articulação da Cidadania (Seac), em parceria com a iniciativa privada. A meta é a construção de 10 Usinas na Região Metropolitana de Belém e no Sudeste do Estado. As obras são executadas em parceria com as empresas mineradoras Vale e Hydro, que arcam integralmente com os custos das obras. O governo não receberá nenhum recurso financeiro das empresas. As Usinas serão entregues prontas e equipadas para a gestão pública.

Texto: André Macedo - Ascom/Segup

Por Governo do Pará (SECOM)